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...falo de energia,...

As pessoas me pedem explicação, eu não entendo. Falo de energia, e parece que estou falando com as paredes. Falam de impossibilidades, quando nem procuram enxergar o que vem pela frente. Falam de mudanças, sem saber qual rumo melhor a tomar. Falam de possibilidades, se fosse possível pensar em determinantes casuais para acontecimentos futuros. O medo que se pondera é tamanho pelas necessidades de não errar. Onde há uma possibilidade, pode ocorrer um erro. E mesmo o erro pode ser uma conseqüência de acertos futuros. As pessoas procuram especular sobre advinhações, sem enxergar vicissitudes além da imaginação. Ou pedem silêncio, quando o barulho deve ser maior, ou estrondam vociferações por não entender a silenciosa solidão. Temer a solidão é uma lógica. Farsante seria,
afirmar-se tudo ao contrário. Alucinógena visão de um futuro sempre melhor. Pode parecer um caminho perdido. Mas qualquer caminho é tão bom quanto outro. Pedem para recuar no universo que não pára. Como se só eu pudesse saltar de um trem em movimento. Eu salto, mas daí fico vagando em voltas rotundas. Escolho uma direção e vão querer seguir só pelo fato de chegarem primeiro. Vão chegar e nada entender. Nem sei se quero entender também. Nem sei se é preciso entender. Energia gasta é toda minha, única e exclusiva. É minha cabeça que ferve e meu coração que se dilacera. Lógico, que ninguém vai se importar. É mais um maluco alucinando na paisagem. Se peço que olhem no espelho, não é a toa. Cada movimento tem um amplo sentido. E o sentimento, fica por conta de cada passageiro. A sua viagem, pode ser a minha, pode ser. Basta catar cada conveniência e prescrever o roteiro a seguir. Sim, meros detalhes. Mas a energia continua sendo a minha. Pois se alguém tem que impulsionar as diferenças para frente, não vai ficar fazendo perguntas em vão. Se nada achar para dizer, talvez sinto o gosto mais doce da diferença. E saboreio cada momento, para ficar no justo. Errar faz parte.
Se não...

Peixão89
Peixão
Enviado por Peixão em 29/04/2005
Código do texto: T13834
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Sobre o autor
Peixão
Santo André - São Paulo - Brasil, 57 anos
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