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Mistérios das mentes desafetadas



A mente humana é cheia de mistérios, assim como os códigos genéticos também o são.

Há pessoas que conseguem tudo do nada, como há outras que do nada conseguem tudo, e às vezes, pessoas que do nada não conseguem tudo ou conseguem absolutamente nada .

Não há respostas para esses complexos de sorte em vida ou azar frustante na existência. Há sim, provérbios ou ditames que tentam traduzir ou expressar tais felicidades ou infelicidades instântaneas, como " Zezinho tem o ... de ouro", ou " a estrela de Joãzinho brilha", como também " Mariazinha entrou no mundo com o pé esquerdo", ou ainda " Joaninha jogou pedra na cruz", e assim vai.

O fato é que uns lutam incessantemente por uma vida melhor, outros mantêm-se firme na fé esperançosa do "venha a nós o Vosso Reino", e alguns simplesmente não fazem nada porque já têm tudo e passam a vida somente usufruindo do que Deus lhes deu ou o que eles conseguiram sabe-se lá de onde por terem o ... dourado.

Mas o que é mais curioso em tudo isso é que para quem sai do nada e chega ao tudo ou ao topo é que, se você perguntar a eles o que os motivou ou o que os fez conseguir tudo o que têm hoje, eles provavelmente lhe dirão que dispuseram de muita dedicação, persistência, otimismo e FÉ. Mas essa fé não é aquela fé do "quem espera sempre alcança", e sim a Fé com f maiúsculo, que nos abstém da desgraça alheia e dos males do mundo, fazendo com que o nosso foco se mantenha como um facho de luz brilhando forte e constante no fim do túnel à nossa espera, reluzindo mais e mais à medida que vamos nos aproximando dele.

Os complexos se tornam inertes, assim como os provérbios ou pré-conceitos para essas mentes que não se deixam invadir, iludir ou enganar. Essas mentes são astutas e percorrem o caminho permanecendo para todo o sempre desafetadas de todos ou ninguém, pois estão concentradas no que as esperam lá na frente, e sabem que quando chegarem lá um novo túnel se abrirá, outro facho aparecerá e elas terão que percorrer todo o caminho de novo, em busca de um novo ideal, repetindo-se assim essa trajetória, até que cheguem ao topo do tudo para considerarem que tudo isso nada mais é que o fundo do nada, já que a insatisfação ainda sim as perserguirá e impulsionará, até que atinjam o auge da insensatez e do mistério de existirem como seres pensantes e paupáveis, mas não menos desafetados desse mundo carnal e envenenado. (...)


Angélica Nicolosi
Enviado por Angélica Nicolosi em 13/04/2006
Código do texto: T138483
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Sobre a autora
Angélica Nicolosi
São Paulo - São Paulo - Brasil, 36 anos
25 textos (1729 leituras)
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Angélica Nicolosi