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...transpor momentos...

É engraçado quando tomamos por iniciativa, que nossos problemas são sempre maiores do que os dos outros, mesmo sabendo que, os outros, também trafegam com dificuldade no mar de pasmaceira que abundam qualquer
ambiente. É mais engraçado ainda, quando perdemos o senso e espetamos ao
primeiro que cruza o horizonte, sem ao menos saber se era ajuda ou curiosidade, e mesmo sabendo, espeta-se pois a raiva interna se faz maior. De modo algum quero ser absoluto, pois sei que cada um tem no dia-a-dia um
fardo duro a carregar, mas se somarmos a isso, mazelas mal-resolvidas, sendo
despejadas na cabeça, também é duro de engolir. Acredito que são justamente os momentos de crise que nos mostram o real valor que carregamos pela vida. Transpor esses momentos, sem sobejar a sorte, ou mesmo a falta dela, pode nos render os frutos que plantamos ao longo do tempo. É certo que ninguém se habilita para falicitar o seu fardo, sendo que
já tem um próprio para carregar. Ilusão, nem sempre, mas alguns se sobrepujam para auxiliar alguém próximo, de repente para que sua passagem seja menos dolorida. Sim, são bem poucos que assim agem. Me incluo nesta mínima lista. Já disseram também que se fosse fácil, nem gosto ia ter. E sempre digo, que do outros, nada espero mesmo, pois no fim das contas, vão olhar para o próprio umbigo. Pode parecer crel, mas é a mais pura realidade.
Ainda mais nessa quase sociedade individualizada, onde todos querem levar
vantagem. Credo. Mas a merda sempre vai estar lá, e alguém no fim das contas vai ter que se habilitar para limpar. Temos um fator complicador ao extremo, que comete tanto pelo stress, como pela demora de decisão. A visão que fica é sobre o quanto o cara-pálida vai ganhar à mais, como constante nessa retórica da demora e no apavoramento gerador do stress.
Se se deixar levar, fica-se louco um poucos minutos, quiçá, após alguns anos de trabalho. Tudo bem, isso é divagação pura, e a merda da vida está cheia dessas idiossincrâncias. São uns idiotas mesmo. Mas daí, perder as estribeiras, toda a compostura, tem-se uma grande distância. O trabalho, seja ele qual for, terá que ser feito. e sem querer se livrar dele, e de forma que se faça eficiente. Está certo que se comentem grandes abusos, como a falta de reconhecimento, de grana principalmente, e de tempo hábil para a execução.
Mas ele continua ali. E nós também. Enquanto isso, aturamos, sim aturamos, e tentamos cumprir da melhor forma possível. Até o limite da hora da partida.

Peixão89
Peixão
Enviado por Peixão em 02/05/2005
Reeditado em 29/03/2008
Código do texto: T14217
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Peixão
Santo André - São Paulo - Brasil, 57 anos
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Peixão