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ESTRANHAS INCERTEZAS

Sabe como é? Estava ali na minha expectativa habitual. Quando não mais que de repente sai de cena... Pensei comigo imediatamente: da nossa cena!? Resisti com pensamentos neutros. Já que em outra oportunidade havia experimentado situação parecida com aquela.

Voltei a olhar pra tela... Fazer o quê? A esperança no meu caso é igual à sogra. Sempre será a última a morrer. Noto tua pela alva e linda, resplandecia com a luz da tela, e encantava os meus olhos não muito acostumados com este tipo de beleza, como é encantador olhar aquele semblante lateralmente, discreto fiz de soslaio.

Geralmente as ações dela inibem a minha e deixo isso por assim ficar. Movimentos imprudentes acabam com muitas coisas nesta vida. Inclusive com meus momentos de contemplação.
 
Ok. Insisto numa reaproximação. O cinema tem dessa coisa, nos proporciona uma pseudo-privacidade e geralmente move instintos mais acovardados pela civilidade e bons modos, de acordo com a educação de cada um.

O tempo se passava e não esboçava nenhuma simpatia com minha companhia. Penso até que sumariamente conseguiu até em alguns longos instantes se esquecer da minha presença ali. Algo também considerado normal, dependendo de como a trama virtual desmancha a real e leva-nos ao plano da projeção.

Como já tinha sido convidado para a estréia e estava na minha terceira visita ao cinema para ver o mesmo filme. A última coisa que desejava era decorar o enredo, a partir disso, usei desta exibição para fazer meus habituais estudos de caso e demais observações humanas.

Mas nada disso era tão interessante e chamativo como ela... Nada poderia ser.  Deus possivelmente cuidou do molde dela e tratou de remodelar a próprio punho suas feições. Uma verdadeira obra renascentista pós-moderna. Como transmite beleza sem a necessidade de requintes estéticos, usuais entre as demais mulheres.

A incerteza vai continuar a me castigar nos próximos dias.

José Luís de Freitas
Enviado por José Luís de Freitas em 30/05/2006
Reeditado em 07/11/2008
Código do texto: T166338

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Sobre o autor
José Luís de Freitas
Diadema - São Paulo - Brasil, 32 anos
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1 e-livros (111 leituras)
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