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PARTIDA

Quando me faltar fôlego,
E o sopro de vida não existir mais em minh’alma
Ao invés do insólito e frio caixão,
Quero passar a eternidade livre
Em meio ao mar e ao ar.
Quero que minhas cinzas sejam jogadas no mais alto monte,
De preferência com vistas ao mar.
Para me sentir livre e solto.
Não pertencer ao frio e sombrio mundo das lágrimas.
E que minhas cinzas onde tocarem,
Façam nascer flores, que lembrem o quanto a vida é bela.
Que minha eterna amada,
Sempre tenha em sua mente a minha imagem,
Feliz, alegre ao seu lado.
Nada de lágrimas e lembranças do frio caixão,
Nem lágrimas de meus parentes e amigos.
Que ao invés de um velório,
Me façam um recital de poesias e música,
Onde a vida seja enaltecida.
E com certeza quando acontecer isso,
Já terei amado e vivido o bastante,
Ao seu lado,
Para ser feliz ao partir.
Luciano Teixeira
Enviado por Luciano Teixeira em 24/06/2006
Código do texto: T181322
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Sobre o autor
Luciano Teixeira
Fortaleza - Ceará - Brasil, 47 anos
106 textos (7208 leituras)
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Luciano Teixeira