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BOA VONTADE, FILOSOFIA E AÇÃO

O Que Posso Fazer Pela Justiça Social

“A fome é um esperma por entre as pernas da violência. E o egoísmo que aqui citou as diferenças merece aborto imediato”.
CATEQUESE DO MEDO – MARCELO YUKA – O RAPPA

Palavras fortes e pesadas, usando a figura de linguagem do injusto, para questionar o que não é justo. Dos males da injustiça social, talvez seja a fome o mais profano.
Nenhum processo de busca de justiça social logrará êxito, sem que, os homens/mulheres que dele participam estejam ungidos de boa vontade (Kant). Assim, com toque quase sistino suas mãos tomarão as rédeas para frear a injustiça vilã, causa primeira desse retrocesso.
A discriminação racial e sexual, a mortalidade e trabalho infantil, a concentração fundiária e o déficit habitacional, a ausência de oferta de trabalho, a educação privilegiada para alguns em detrimento da segregação educacional de outros, são apenas a  ponta de um grande iceberg do mal, que acomete a sociedade global, processo que tem origens nas mais remotas sociedades da Antiguidade Oriental e Ocidental, vindo a  agravar-se hoje, num crescendo, com as políticas neoliberais, próprias da universalização dos processos de globalização a que se entregou o mundo.
Ainda na antiguidade um grupo revolucionário que viria articular-se em torno do cristianismo, um grande movimento contra o imperialismo romano, que produzia sem o menor recato, covardes injustiças e flagelos aos poucos povos conquistados, perde ao longo dos séculos seu caráter de revolução da boa vontade devido a inferências multiculturalistas, que o retiram do olho do furacão, do deserto das reais injustiças cedendo-lhe o trono da neutralidade que vem da reza e do pedido, passando a ser apenas verbo/palavra sem a força do verbo/ação. Em “A Ëtica Protestante e o Espírito do Capitalismo”, Weber destaca essa ação contrária à desarticulação e desalojamento das injustiças sociais. Órfãos desse processo revolucionário as sociedades ao longo do processo de evolução, senhor inexorável do tempo, tem se abraçado a atitudes batailianas, supervalorizando a transgressão, transformando em horroroso espetáculo. Acumulando raiva, rancor e injustiças das mais diversas matizes.
A criação de um plano cartesiano: com ordenadas ligadas a ações de boa vontade, transformando aquele que é em essência um ser social em ser humanitário. Transformados poderão transformar. As abscissas seriam um vetor de ações sustentáveis de cunho moral e ético  na distribuição da renda mundial.
Investidos de boa vontade, os transformadores seres humanitários poderiam tomar como exemplo à lógica cultural de vida, daqueles que considerados primitivos sustentam uma verdadeira harmonia entre o modo de produção , a vida social e o meio ambiente. Que se crie um novo pensamento econômico mundial.
Aqui, no Brasil, a Constituição Federal, o ECA, o Estatuto do Desarmamento, as conturbadas políticas de Ações Afirmativas, o ProUni e as políticas assistências entre outras tem buscado amenizar nosso mal de 500 aos.
Em Areia Branca, meu bairro, juntei um grupo de amigos e fundei uma ONG – Projeto Sócio Cultural Flor de Bel, juntos e ainda sem a boa vontade ideal, temos cuidado de amenizar a exclusão, que é um mal social presente na baixada Fluminense. Posso ter idéias, idéias e ações. E tenho.
Sylvio Neto
Enviado por Sylvio Neto em 01/06/2005
Código do texto: T21185
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Sobre o autor
Sylvio Neto
Belford Roxo - Rio de Janeiro - Brasil, 53 anos
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Sylvio Neto