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Ele mexeu, virou e revirou
No seu baú de lembranças.
Palavras de afeto, que jamais falou
Nem tampouco esperança.

Gestos de carinho,
Jamais havia sentido,
Tornou-se  solitário, sozinho
Nem sequer um amigo.

Caiu em si,
E viu que tudo que havia construído.
Nesta árdua e dura vida.
Não era nada.

Nunca havia demonstrado amor,
Carinho, afeto, ternura
E ao fechar o baú do dessabor,
Só lhe restava amarguras.

O tempo já havia passado,
E era muito tarde para sentir tudo isto,
Com o semblante sofrido,
Olhou para o lado e viu-se só,
Solitário.


Olhou para o lado
E não viu ninguém,
E com uma única lágrima no rosto,
Fechou os olhos e agonizou
Solitariamente,
Em um leito de hospital,
Junto com os indigentes,
Nem sequer ao seu lado,
Um único por mais insignificante que fosse
Amigo, parente.

Luciano Teixeira


Luciano Teixeira
Enviado por Luciano Teixeira em 24/08/2006
Código do texto: T224263
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Sobre o autor
Luciano Teixeira
Fortaleza - Ceará - Brasil, 47 anos
106 textos (7205 leituras)
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Luciano Teixeira