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DIDÁTICA DO ENSINO SUPERIOR

  No livro “Didática do Ensino Superior” Gil Carlos trabalha de forma bem objetiva e de fácil entendimento o que ajuda a auxiliar os professores e universitários fornecendo informações úteis para o aperfeiçoamento de sua atividade docente.
Sabe-se que os professores não trabalham para si mesma, uma vez que o trabalho mais significativo em nossos tempos é definir os valores morais e éticos da educação. Educar, em seu verdadeiro sentido, buscar dar um sentido ao conhecimento e inspirar projeto de vida.  Sabemos que a educação não é tarefa para indivíduos isolados, e sim para uma equipe em ação. Ainda que haja habilidades e competências em um profissional de uma determinada faculdade, suas ações tem que serem baseadas em alguns preceitos, pois não se pode programar as aprendizagens humanas como na industria. O professor, deve avaliar a individualidade de cada um, já que no processo ensino-aprendizagem, em qualquer contexto em que se esteja inserido, é necessário que se conheça as categorias que integram este processo como elementos fundamentais para um melhor aproveitamento da aprendizagem.
  No processo de facilitação da aquisição do conhecimento é básico o manejo adequado da forma e/ou dos procedimentos utilizados na transformação do saber e os professores tem que deter esse conhecimento para saber passar de forma concisa. É necessário ter clareza sobre o contexto teórico do qual partimos, já que, no mundo moderno, os educadores, de uma forma geral, vêm brincando com o processo ensino-aprendizagem, usando técnicas de forma errada ou mal compreendidas.
  Desse modo, um professor, que teve toda sua formação voltada para determinadas áreas, coloca-se na posição de profundo conhecedor de técnicas de transmissão de certos conhecimentos, sem se preocupar com a verdadeira função de fazer com que os alunos aprendam.
  O autor coloca que o domínio da didática  é importante para a formação dos professores,  porém a realidade nos mostra que, muitos professores e alunos não levam a sério o seu conhecimento. E para piorar a situação, normalmente são esses que não dão muito valor irão ser professores. Assim, esse professor, como detentor de um inegável poder, aprende a responsabilizar seus alunos pelo fracasso do processo de ensino/aprendizagem. Nesta condição, quando o aluno não aprende, a culpa é sempre do aluno, nunca do professor que é sábio e autoridade na matéria lecionada. Os educadores de uma forma geral, aceita a idéia de que a responsabilidade da aprendizagem da turma nunca é do professor. Se um grupo de alunos não obtém rendimento satisfatório é porque são relapsos e não estudaram o suficiente para serem aprovados. Existem casos em que vários são reprovados e isso é encarado com toda a naturalidade pela comunidade escolar. Quando muito, dizem que o professor que reprova muitos alunos é caxias.
  Tem casos, que alguns professores sentem-se, inclusive, orgulhosos desta condição e neste sentido, não é mais o professor que detém a responsabilidade profissional de fazer com que o aluno, objeto de seu trabalho, aprenda. Ao contrário, é o aluno que passa a ter a responsabilidade de aprender. Resumindo: se o aluno aprende, isto se deve, de fato, a competência do professor; se o aluno não aprende, o professor continua atestando sua competência, porque ele ensinou mas os alunos não aprenderam.
  Isto perspassa pela consciência dos professores, de uma maneira geral. O espírito de corpo do professorado não permite sequer pensar de maneira diferente. Não conseguimos perceber nem mesmo que esta é nossa fundamental tarefa profissional. Ou seja, fazer com que os alunos aprendam. O trabalho do educador consiste em transmitir conhecimentos de maneira eficaz, assim como o médico tem por tarefa resolver o problema de saúde de seu cliente.
      A profissão de educador, neste sentido, perde totalmente sua seriedade e responsabilidade profissional. O professor não se apercebe da responsabilidade pelo resultado de seu trabalho, enquanto em outras profissões ela é absoluta e não se pode pensar de maneira diferente. No caso da medicina, o médico não pode sequer admitir o erro de diagnóstico. O de tratamento, então, nem pensar. Na engenharia a dimensão da responsabilidade é a mesma. Já imaginaram um engenheiro projetar sem pensar nos resultados de seu trabalho? Lembrem do resultado de uma ação irresponsável de um engenheiro no caso dos edifícios Palace I e II, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. E assim é para o arquiteto, para o advogado, para o químico, para o farmacêutico, para o dentista, para o pintor de paredes, para o motorista do ônibus, para a empregada doméstica, para o datilógrafo, para o ..., mas não é para o professor. Para este, o sentimento predominante é uma espécie de aprendeu, aprendeu; não aprendeu... azar.
O livro é organizado em linguagem simples e de conteúdo prático, iniciando com uma reflexão sobre o que é didática, tratando  das características dos universitários de hoje e do relacionamento professor-estudante, apresentando tópicos que compõem as bases do planejamento e da execução das atividades docentes no Ensino Superior como formulação de objetivos, seleção de conteúdos, técnicas de exposição, técnicas de discussão, aprendizagem baseada em problemas, atividades extra-classe, tecnologia de ensino, avaliação da aprendizagem e finaliza sobre a ética no ensino superior.

Bibliografia:
Gil Carlos, Antonio. DIDÁTICA DO ENSINO SUPERIOR. São Paulo: Editora Atlas, 2007.
ROGÉRIO CORRÊA
Enviado por ROGÉRIO CORRÊA em 08/05/2010
Código do texto: T2244150
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
ROGÉRIO CORRÊA
Brasília - Distrito Federal - Brasil, 42 anos
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ROGÉRIO CORRÊA



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