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As crenças e a postura da morte

  Aos pensarmos sobre antigas crenças tomaremos o cuidado,para que nossas crenças e valores não deturpem uma analise mais profunda de antigos ritos.As crenças que já nasceram mortas ainda vivem no inconsciente de todo mundo,a era de um falso moralismo,misericórdia que surgiu com crescimento do cristianismo histórico,contribuiu bastante para distorção de uma ampla plenitude em nossos questionamentos.
  Deixo a todos o difícil desafio de realmente negar o verdadeiro cristianismo, na busca de algo mais sólido para alma. Por que, o que vale blasfêmias,heresias e demagogias,se não desprendeu dos reais dogmas e muitos desses não são males do cristianismo, sim dogmas da humanidade, os princípios monoteísmo que guardamos desde os tempos do zaroastro e a conduta dualista de bem contra o mal, uma visão reducionista, arrastou muito do que um dia foi sagrado,para apenas uma interpretação vaga e errônea.
  A morte, está seria a mãe de todas as crenças,se o homem não temesse a morte,ele teria mesmo que acreditar em algo?
   A negação de todas as crenças,fundamentando que enquanto houver consciência haverá uma forma de vida,mesmo em escalas menores ao nosso plano.
   Imagine que o homem envelhece ou enfrenta a incerteza dos seus dias,sobre cai diante de seus olhos o sentimento de fraqueza,nem mesmo a independência ou liberdade fará sentido,o homem sempre temeu o desconhecido,se o homem tive juventude e prosperidade até o fim, muitas crenças seriam supérfulos,ou definiríamos a outra forma de ver a vida como más razões para o que se crê instintivamente.
   O inferno hoje teria o mesmo significado para os antigos? Obviamente não,o INFERNO é o lugar oculto,aos antigos egípcios conheciam como AMENTI – o local do Sol oculto,AMENTI ou AMENTA, AMENTA é o “oculto” e o TA é a “terra” ou a “morada”,lugar onde os espíritos mortos,mas mortos para mente consciente,ainda vivos para o subconsciente.
     Para adentraremos o universo do Austin Osman Spare sobre a postura da morte,que é mais um simulação da morte,nascida da ressurreição e ensaiada com propósito de exteriorizar a verdade interior.
     Todas as religiões e cultos da antiguidade colocam ênfase na idéia de morte,que era interpretada como um nascimento em outro plano existencial.A tumba e o útero eram termos intercambiáveis denotados de ir-e-vir do ego em vários níveis.
     Para manusear esse subconsciente, Austin Spare usou o alfabeto do desejo,sua própria linguagem para interpreta o desejo e a vontade,o foco disto é a mão que representa a vontade criativa e o olho que significa o desejo e a imaginação.
    Nesta união entre a morte e a vida,a corrente ativa da vontade e a corrente passiva da imaginação que nasce um conceito novo sobre a descoberta da sexualidade.
    Uma nova forma entre a morte e a vida,o homem impossibilitado de desejar as crenças,a postura de morte reflete que o corpo manifesta-se espontaneamente,e é arbitrário e impenetrável a ação.
    Quando as ações são inconscientes o homem tem coragem de ir além do bem e do mal,e é puritano nesta sabedoria de sono inconsciente.

Pedrus Paz
Hephaestos VII
Enviado por Hephaestos VII em 02/09/2006
Código do texto: T231169
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Sobre o autor
Hephaestos VII
Floresta do Piauí - Piauí - Brasil, 29 anos
12 textos (742 leituras)
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