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H - ENSINO E APRENDIZADO

Há cerca de 2.500 anos, no vilarejo de Kalana, na Índia, ao ser perguntado em que doutrina os homens deveriam acreditar, pois elas eram muitas e muitos eram os santos homens empenhados em divulgá-las, respondeu-lhes o Senhor BUda:
“Não acrediteis em uma coisa dita, unicamente porque alguém disse; nem acrediteis em antigas tradições, tão somente por serem antigas; nem nos escritos dos homens sábios, tão só por serem sábios os homens que os escreveram; nem acrediteis em fantásticas coisas que imaginais inspiradas pelos Anjos; nem em deduções inferidas de suposições casuais; nem naquilo que vos pareça necessário acreditar, por analógica correspondência; nem em vossos Mestres e Instrutores, meramente porque estão investidos de autoridade.
Entretanto, todos devemos acreditar no escrito, na doutrina ou na coisa dita, que encontre resposta em nossa consciência e aceitação da nossa inteligência.
Não acrediteis naquilo que EU vos ensino, unicamente porque o ouvistes de MIM; mas, quando o ensinamento penetrar a vossa consciência, acreditai nele e obrai, em conseqüência, abundantemente.

Esta parece ser a mais perfeita conduta de todo o Instrutor, religioso ou não:
Não buscar converter ninguém, nem iludir sobre males que possam recair sobre aqueles que não crêem  no que ele, Instrutor, acredita.
Todo o ser humano alcançará a meta final da Humanidade, tanto se crê  como se não crê no que preceituam os diferentes sistemas filosóficos e religiosos.
Nada é mais absolutamente certo, do que o progresso evolutivo do Homem; entretanto, a caminhada pode ser aligeirada ou retardada. Poderá ser uma penosa caminhada, cheia de desacertos, enquanto o egoísmo e a ignorância forem dominantes. Mas se o homem aprender sobre a vida e, também, sobre a morte, se aprender sobre si mesmo e sobre a Divindade e sobre a relação entre ambos, marchará muito mais fácil e rapida.mente e, o que é muito importante, saberá estender uma auxiliadora mão aos seus companheiros de caminhada que aprenderam menos que ele.
Em minha opinião (pessoal), não existe ENSINO, mas APRENDIZADO, ou seja, “ninguém ensina nada a ninguém”!... Todos somos aprendizes; e aquele que consegue aprender mais, divide o que aprendeu com os que aprenderam menos.
Julio Sayão
Enviado por Julio Sayão em 23/09/2006
Reeditado em 18/11/2006
Código do texto: T247211
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Sobre o autor
Julio Sayão
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 93 anos
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