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Religiosidade e intuição

O homem possui dentro de si uma religiosidade latente que se manifesta em condições propícias, independentes de crença ou cultura. Um atributo que parece fazer parte da espécie e que o torna apto a desenvolver uma percepção específica que se utiliza de um sentido apropriado e que ainda é bem pouco explorado pelo ser humano: a intuição.
Há dentro do ser humano o impulso natural ao transcendente, como se a alma soubesse o que deixou e buscasse recuperar o que perdeu... Religião é "religar-se!”.
No interior do ser humano, em sua essência, que na verdade é uma fagulha da Luz Infinita, há sabedoria, e esta é responsável pela noção do bem e do mal, do adequado e inadequado, do partilhar e do separar, do construir e do destruir... Acessa-la parece ser o melhor caminho, quando estamos exercendo nossas escolhas no dia a dia, e a possibilidade de fazê-lo é através da intuição.
Em nossa dimensão a dicotomia se faz notar em toda polaridade que vivenciamos. Pares de opostos são constantes em nosso dia a dia. Lidar com eles me leva a acreditar que seja o grande desafio que temos pela frente. Encontrar um ponto de equilíbrio que nos permita transitar, com relativa tranqüilidade, neste cenário ambíguo, e que, no entanto nos convida a evoluir.
Algumas vezes experimentamos em nosso cotidiano sensações, palpites ou alguns sentimentos que nos surgem sem ter, aparentemente, procedência alguma. Há nestes fenômenos uma peculiaridade que para ser percebida necessitamos utilizar o sentido certo, compatível com o estimulo que eles representam.
Este impulso natural que induz o ser humano a buscar a fonte, vertente de energia criadora, é a expressão do movimento da alma e a direção que nos leva, efetivamente, a experimentar o sentido de unidade, exteriorizado através da verdadeira cidadania e autêntica ética, que propicia o exercício da solidariedade.
Concordo que o ser humano esteja onde estiver, independente da raça ou credo a que pertença, pressente o cuidado que deve ter ao agir e exercer seu livre arbítrio; ao precipitar-se em busca do Bem como forma de experimentar a paz que sabe encontrará no Sagrado.
Bom frisar que ao me referir ao Sagrado, não coloco necessariamente a idéia de Religião, mas de religiosidade.
A religião é a instituição, a maneira pela qual vamos vivenciar nossa religiosidade. Pode ser qualquer religião, pode até o ateu exercer, a seu modo, essa experiência. Os rituais, os locais e os atos praticados pelos devotos fazem parte da estrutura da religião.
Já a religiosidade é o impulso de que falava anteriormente, talvez resiliência seja um bom termo para buscar dar um sentido mais específico para religiosidade.
Penso que deva deixar apenas esta sugestão para que cada um preencha de significado o termo de acordo com a maneira que interpreta o universo. O que é importante é deixar claro que há dentro de todo o Homem uma centelha de energia vital, que se liga a fonte infinita, inesgotável e impessoal, produzindo, quando desobstruída, uma vitalidade fantástica.
Este texto não tem a pretensão de oferecer uma idéia pronta, ou conclusões estereotipadas. Bem ao contrário.
O que imaginei foi deixar uma provocação, para que os que tiverem contato com ele sintam-se incomodados com o assunto e reflitam percorrendo o caminho que melhor se adaptar ao seu repertório interior.
Minha dissertação de mestrado é sobre a intuição, então sempre que puder estarei colocando algumas idéias, que venho trabalhando ao longo dos anos, pois quem sabe poderão favorecer os leitores, do mesmo modo que colaboraram para aperfeiçoar meu modo de interpretar a vida.
Acredito que vale a pena dedicar algum tempo para esta questão, os benefícios devem compensar qualquer esforço adicional que exigir de nós.
 




Priscila de Loureiro Coelho
Consultora de Desenvolvimento de Pessoas
Priscila de Loureiro Coelho
Enviado por Priscila de Loureiro Coelho em 18/06/2005
Código do texto: T25370
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Sobre a autora
Priscila de Loureiro Coelho
Jacareí - São Paulo - Brasil, 65 anos
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Priscila de Loureiro Coelho