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ATÉ QUE NEM TÃO ESOTÉRICO ASSIM...APENAS CONVERGEN

ATÉ QUE NEM TÃO ESOTÉRICO ASSIM...APENAS CONVERGENTE
E Se Eu Sou Algo Incompreensível Bill Gates é Mais


Sylvio Neto


"(...)Quando você sambou na roda
Fiquei afim de te namorar(...)
O meu amor é passarinheiro
Ele só quer passarinhar(...)"
Zeca Pagodinho

                     "A luz do Sol era bloqueada automaticamente pela máquina
                  Ecart (Wendel teve que perguntar para descobrir que o nome
               vinha de "Eclipse Artificial") e a vista só era prejudicada quando
            o Sol se aproximava muito da Terra ou da Lua no céu da estação"
                                                                  Isaac Asimov, Nêmesis


A exploração total das possibilidades produtivas, sociais e políticas do Brasil, convergem para a recuperação de sua infra-estrutura.

A inclusão do Brasil no seleto grupo dos desenvolvidos, segundo dossiê da CIA americana e que tem nos números, sinais, inequívocos de estabilidade, convergem para a eliminação necessária das diferenças sociais, grito, que se ouve desde a chegada dos invasores e que teve curva crescente na longa jornada deste nosso cinquecento.

A abertura da TV brasileira para produções que re-visitam a arte popular, a exemplo da sétima arte tupiniquim visitando Ariano Suassuna, mais a boa vontade das rádios e da indústria fonográfica em abrirem espaço na programação para execução de tais obras/petardos gravados/eternizados pelas grandes gravadoras, convergem da transformação do ato de expressão ritual, espécime imanente da cultura brasileira, in natura, que transcende em arte, segundo Antônio Nóbrega (Jornal do Brasil, caderno B de domingo, 23 de jan 05), ultrapassando o início e aportando no espetáculo, um salto "do primitivismo para o artístico". Convergência dentro da convergência.

O Engenhoso fidalgo Don Quixote de La Mancha, que em 1605, pela mão de Cervantes, na região de Castilla – La Mancha, patético, sonhador, guerreiro e homem, luta contra os moinhos do Campo de Criptana, fareja vida 400 anos depois de sua gênese e sucesso literário, aqui, no campo desértico da realidade do Subcontinente Verde dono do pulmão do mundo(?) – Amazônia brasileira – através da convergência e intransigência insistente de Lula do PT.

Na obra de Isaac Assimov, Eu Robô – transformado em comédia por Hollywood, convergida na interpretação de Will Smith – os coockies se auto agrupam e re-programam – convergem – produzindo o domínio dos computadores.

Alexandre, O Grande com 20 anos conquistou a Macedônia, com 30 já era dono do mundo (conhecido). Hoje ainda, convergido à sétima arte, causa polêmica e admiração, no curso de seu malogro de bilheteria converge do império a derrocada do esperado "block buster".

E Bill Gates? Não será ele, o maior e o mais poderoso entre os grandes heróis, vilões e conquistadores contemporâneos? Sejamos metódicos (caramba, preciso ler o guardado Regras do Método Sociológico de Durkheim, mas onde foi que o guardei? Na estante não está...) Quem em termos de influência e importância esteve senhor das coisas e do mundo terreno e de parte do universo nos últimos 20 anos?

George Walker Bush?

Há!!! Fala sério, o projeto guerra nas estrelas de proteção do espaço continental norte americano e as visitas a Marte e a outros astros sem luz própria, todos, dependem de programas de computador, softwares que rodam na plataforma do senhor Bill Gates.

Há nele, Bill. Uma força secretamente conhecida, velada nas páginas de revistas especializadas, catálogos e dossiês secretos (especulação minha), pois que, a Microsoft é um berro, o windows um grito e os softwares que rodam nele um choro (futuro).

O cavalo de Tróia é mato, a caixa de Pandôra – será a morte do futuro e da tecnologia. Um P.E.M (pulso eletro magnético) no mundo moderno dos celulares, robôs, biotecnologia, wireless e da convergência. Apesar das preocupações da M.S e do dono do mundo, não haverá firewall que possa conter os presentes de grego ocultos no explicito – "recentemente um amigo adquiriu um novo antivírus, que detectou e limpou de seu PC, 400 tipos diferentes de vírus" .

Acusações e viagens à parte: Esqueçamos a recuperação da infraestrutura brasileira (gargalo que impede a plana acomodação do desenvolvimento) e a eliminação das diferenças nossa, "todas", tanto quanto o ritual transformado em arte para exibição, pois que o Don Quixote, Lula, haverá de se multiplicar, replicando-se a destinar sua heróica luta contra os pesadelos na reforma agrária, assentamentos e financiamento da agricultura familiar, corrupção pública, otimização da geração e renovação de fontes energéticas, tanto quanto para alimentar os homens chorosos por verem convergir seus bolsões de ar financeiros em bolhas de sabão. Os fluxos internacionais de capitais e mercadorias, ante um colapso na rede mundial de computadores, vergarão alicerces, a um recomeço quase pré-histórico.

Um vírus ou vários, bomba atômica, transformarão em ruínas os arquétipos da sociedade tecnocrática. Aí, nesse futuro que não sei...Haveremos de esquecer aqui no Brasil – os outros mundos que se virem a seu modo – o modernismo, o tropicalismo, o movimento armorial de Suassuna e todas as tentativas e iniciativas de erudição do popular pelo letrado para dançarmos coco, sob o batuque tirado da pele animal não sem assistir as disputas de embolada, com a felicidade risonha nos olhos felizes das crianças a pularem amarelinha, jogando nente e adulando outras formas de viver, enraizadas e ritualizadas que este Brasil tem e, eu, não conheço. Coitados dos donos de Lan House, e dos jogos Counter Strike, Need for Speed – Underground e GoBaund.

Se Quixote é o culpado por fazer o sujeito existir ressurgido enquanto individual e protagonista, é também o inocente, non sense, responsável pela utopia da arte.

Já Bill Gates é o esotérico mago responsável pela qualidade, facilidade e barateamento na replicação de instrumentos e ferramentas de educação, imagem e som, tanto quanto é o culpado pela amargura do Sul em encontrar-se eficiente na acirrada competição, verdadeira corrida de gansos a que se entrega o mundo. Culpado também será pelo futuro sinistro previsto por Assimov ou pela calma de volvermos ao tempo pré-histórico, por conta da abertura da caixa de pandôra.

No futuro é possível que vertamos vôo a convergir para dentro.
Sylvio Neto
Enviado por Sylvio Neto em 20/06/2005
Código do texto: T26404
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Sobre o autor
Sylvio Neto
Belford Roxo - Rio de Janeiro - Brasil, 53 anos
73 textos (11984 leituras)
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Sylvio Neto