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A paixão que vira ódio

Os extremos costumam se encontrar no infinito, porque os extremos são o próprio infinito.

Assim, o amor, em excesso, incondicional, o sentimento obsessivo, presente todo o tempo, seria doença do coração?

 Amar a alguém, elevando o objeto do amor ‘a categoria de mito, herói perfeito, cavaleiro intimorato e sem defeitos, perfeita idealização de todos os sonhos, capaz de fazer viver em  permanente ansiedade , remete  ao extremo oposto, o desprezo, o ódio, a ojeriza, o nojo, quando há o sentimento de traição, quando as enormes expectativas são frustradas, quando os sonhos desmoronam.

Eis que a perspectiva segura da paixão é ser, inevitavelmente, frustrada. Porque não é razoável que alguém mantenha indefinidamente a perfeição imaginada.

 Todos somos humanos, sujeitos ‘a fraquezas e erros, que não nos tornam menos humanos.

Assim, a paixão fornece excelentes temas para histórias, mas não o amor verdadeiro, humano, posicionado dentro da concretitude da vida, no seu dia a dia, com as dificuldades,  acertos e erros da realidade corrente em sua mudança inclemente.
Jacques Levin
Enviado por Jacques Levin em 19/10/2006
Código do texto: T268258

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Sobre o autor
Jacques Levin
Vassouras - Rio de Janeiro - Brasil
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Jacques Levin