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Tráfico de animais

     Desde os tempos mais remotos, logo que o homem começou a se organizar em grupos, ele passou a domesticar animais. Atualmente tal prática é comum entre todas as culturas e povos do mundo todo.
     Vale lembrar que a domesticação de animais iniciou-se com benéficos para ambos, homens e animais. Como exemplo, podemos citar o caso do cão que como benefício recebia abrigo e alimento fácil e em troca era utilizado nas atividades de caça, além de servir para proteger as outras criações (galinhas, patos, carneiros, vacas, entre outros) do ataque de predadores naturais (ursos, lobos, onças, raposas etc) e de serem roubadas por grupos rivais.
     Tal relação foi tão intensa que o próprio sucesso da humanidade depende da domesticação dos animais, pois ela exerce papel fundamental no suprimento de alimento em escala mundial. Um exemplo bem claro disso pode ser presenciado em nosso Estado, onde vemos grande parte da produção de nosso rebanho bovino ser exportada para outras partes do Brasil e também para inúmeros países. Mas, todos nós devemos lembrar também que desse hábito que temos de domesticar animais existe também um aspecto extremamente negativo e que atualmente reforça uma das maiores ameaças à biodiversidade brasileira – o tráfico de animais silvestres.
     Muitas pessoas, no desejo de ter um animal silvestre em casa, acabam retirando-o do seu habitat natural e trazendo-o para a cidade, o que tem ocasionado vários desequilíbrios ambientais.
     Segundo dados da RENCTAS (Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres), a comercialização ilegal de animais silvestres no Brasil e no mundo pode ser considerada a terceira maior fonte de renda ilegal, ficando atrás somente do tráfico de armas e do tráfico de drogas. Sabe-se que milhares de animais, principalmente filhotes, são capturados e transportados em péssimas condições para serem comercializados nos grandes centros urbanos e até mesmo exportados para fora do país. Dentre as espécies mais presentes no comércio ilegal têm-se: araras, papagaios, curiós, canarinhos, sabiás, periquitos, macacos, micos, quatis, jibóias, jabutis e tartarugas.
     A RENCTAS ressalta também que o Tocantins, através de suas rodovias e estradas, une as regiões Norte, Nordeste e Centro Oeste, servindo de rota para traficantes e contrabandistas, de forma que nosso Estado deve ser tratado como local prioritário na implementação das ações de combate ao tráfico de animais.
     Diante desse fato, os quatro órgãos ambientais presentes no Tocantins, IBAMA (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), NATURATINS (Instituto Natureza do Tocantins), CIPAMA (Polícia Militar Ambiental) e DEMA (Delegacia Especializada em Meio Ambiente) não têm medido esforços no combate aos traficantes de animais, através da aplicação de penas severas e na tentativa de envolver a comunidade nessa causa.
     Conforme relembram os Fiscais e Policiais que atuam nessas instituições, a sociedade deve assumir o papel de co-responsável na resolução desse problema, através da denúncia dos traficantes e pela recusa em manter animais silvestres em cativeiro. A sensibilização e envolvimento da comunidade são de grande valia, pois à medida que cada um se conscientiza de seu papel na proteção do meio ambiente, todos ganhamos com isso.

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Publicado no Jornal Chico, edição n. 22, p. 05, de 15/10/2006. Gurupi – Estado do Tocantins.

Publicado no Jornal Mesa de Bar News, edição n. 384, p. 15, de 15/10/2010. Gurupi - Estado do Tocantins.

Giovanni Salera Júnior
E-mail: salerajunior@yahoo.com.br

Curriculum Vitae: http://lattes.cnpq.br/9410800331827187

Maiores informações em: http://recantodasletras.com.br/autores/salerajunior
Giovanni Salera Júnior
Enviado por Giovanni Salera Júnior em 05/11/2006
Reeditado em 01/01/2012
Código do texto: T282634
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Giovanni Salera Júnior
Palmas - Tocantins - Brasil
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Giovanni Salera Júnior