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Na Calada da Noite - l -

Na calada da noite, à luz do luar;
Quando os meus olhos nada mais enxergavam,
quando tudo o que os meus ouvidos compreendiam
era o sussurro das águas do mar,
calmas, tranquilas,
superficiais...

O grande oceano dentro de mim urrava!
Agitado, confuso, na verdade,
aos poucos não mais oceano,
mas uma represa de lembranças
passadas e futuras,
que hoje nada mais seriam de que lembranças.

Entretanto vejo no horizonte
entrelaçada pelos raios do amanhecer,
uma pequena nuvem
do tamanho da mão de um homem;

Uma nuvem tão pequena,
o que poderá fazer por mim?
Nada. Mas se nada pode fazer,
porquê a esperança voltou a fluir em meu coração?

É por que está pequenina nuvem é um sinal de Deus.
Sinal que aquilo que é pequeno para nós
é grande para Deus.
E as pequenas coisas é que fazem a diferença.

Neste momento gotas surgiram desta pequena nuvem e,
essas gotas deram lugar a um grande rio vindo do céu.
As comportas foram abertas!
O oceano antes represado agora pode fluir novamente,
e alcançar a imensidão... o infinito.

Fortalecido e abastecido pelas comportas de Deus
para poder ir muito mais além do que os meus olhos podem ver.


(Série Crescente: Na calada da noite, nº1)
Marcelo Maia
Enviado por Marcelo Maia em 10/11/2006
Reeditado em 09/09/2011
Código do texto: T287843
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Marcelo Maia
São Bernardo do Campo - São Paulo - Brasil
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