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O que eu não pensei

Pensei que de mais vinhas por nada
Tão iludida e por mim embriagada
Que por ti, de mim, não dava nada
E, contraditoriamente, me fizeste bem

Vieste como flor que nada me encantava
Tão feia, apesar de cheirosa, gostosa...
Dá por mim pra mim, quase-divina rosa
Tu és quem eu quase odiava, repudiava

De repente, me vi descansado e solto
E minhas de andar tão perto do lábio
Que teu era por pouco, meu aquela hora
Das paredes que foram regadas, agora

Então como numa curta distância
Em que há entre uma e outra primavera
Abreviei o longo tempo: a prática é a espera
Pois, vê que relaxa-nos o corpo, a Ânsia

Nem soube espera me dares poder de ti
Logo que me lembrei, de ti possui
Lembraste tanto daquela vez,como boa
Como boa és, toda flor, perfume pérfido...

Quando então se deram os quatro no chão
Se tivesses tempo de negar, mas tuas mãos
Incitaram, aliciaram, e estive a um passo
Do limiar da dor e do sorriso, prazer, paraíso

Na escada mesma, mesmo! Nas águas
Tão quente, macia, parada, fala...
Que não há de ninguém tamanha disposição
Pra quem ama como ama, apesar dum só coração.
Andrié Silva
Enviado por Andrié Silva em 11/11/2006
Código do texto: T288105

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Sobre o autor
Andrié Silva
Salvador - Bahia - Brasil, 27 anos
912 textos (98433 leituras)
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Andrié Silva