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TANAGRAS - NOSSA IMAGEM E SEMELHANÇA DE DEUSES

Tanagras é o nome por que são conhecidas pequenas estatuetas em terracota, provenientes de Tanagra, uma antiga cidade grega da Beócia, onde desde 1874 apareceram em grande abundância nas escavações da respectiva metrópole. A origem da produção destes objetos situa-se em Atenas, constituindo-se a Ática e a Beócia como os seus principais centros produtores. Uma produção mais tardia, localizou-se em Myrina, perto de Esmirna, alcançando uma grande difusão e popularidade. As mais antigas produções datam do séc. VI a. C., mas é do período helenístico que se originam a maior quantidade de peças.

Os temas representados são divindades e heróis, onde constituem uma parte importante do repertório de formas, embora as máscaras de teatro e os atores sejam também particularmente abundantes. São, no entanto, juntamente com as cenas do quotidiano, tais como crianças brincando ou mulheres tagarelando, as representações de figuras femininas em variadas poses e indumentárias, que constituem o tema predileto deste tipo de produção.

Raramente ultrapassando os 20 – 25 cm de altura, foram produzidas em molde, sendo portanto ocas. A parte de trás raramente moldada, foi freqüentemente apenas modelada à mão, ao estilo de Tanagra. Após a cozedura, a estatueta era mergulhada num engobe branco (uma solução líquida de argila) e posteriormente pintada. O resultado final era bastante diferente do atual, que são com cores pálidas e desvanecidas. As originais apresentavam-se bastante alegres e coloridas.

Assim, como analogia, podemos nos considerar como tanagras. O arquiteto do mundo planejou e moldou nosso corpo com a terracota estelar, formando cenas cotidianas, com seus personagens e suas máscaras. Por vezes dedicando à figuras especiais, o título ou a função de heróis, deuses e deusas. Constituiu nosso corpo sem vida (oco), para que o espírito ou a água da vida o preenchesse.

Mas de onde surgiu esse planejamento?

A alma primeira vem com uma bagagem de outras dimensões estelares. Vem também com uma bagagem de sonhos, traumas, recordações, provavelmente de um mundo distante. Por isso somos considerados todos deuses. Nosso molde de terracota estelar se espelha em personagens conhecidos pelo criador ou criadora, que utiliza-nos assim, para sua própria evolução, transformando fatos, recordando fatos e direcionando sonhos, através de nós, as tanagras.

A divindade primeira não fez a Terra surgindo do nada, fez sim a Terra e seus habitantes de acordo com expectativas previamente planejadas, utilizando na nossa forma, fisionomias já conhecidas pela divindade. Por isso somos imagem e semelhança dos deuses.

Sendo assim, nossa vida depende não só do nosso livre arbítrio, mas também da condução do grande espírito, de acordo com suas expectativas e recordações.
Estamos em um mundo sonhado, planejado e executado. Somos suas figuras e seus atores. Talvez levando uma vida muito diferente do que o verdadeiro deus que inspirou nossa imagem possa ter levado. Mas aqui está o grande mistério do aprendizado da alma. Como seria a reação dos deuses se estivessem cercados de amor (que é a força máxima deste universo)? Assim não só nos conhecemos por nossas atitudes, como o grande deus ou deusa tem a oportunidade de conhecer a fundo, não só nós, como seres que já havia conhecido em outro planeta.

Hermes Trimegistro afirmava que “tal como em cima, é em baixo”. Aqui os escultores fizeram estatuetas de acordo com o que viam na vida cotidiana. Deus fez estatuetas de terracota estelar tal como via em seu ser.

Assim como as tanagras de argila valem uma fortuna, somos também de muito valor, pois somos as tanagras de que nos criou.

Alma Collins
Enviado por Alma Collins em 14/11/2006
Código do texto: T290909
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Sobre a autora
Alma Collins
São Paulo - São Paulo - Brasil, 55 anos
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Alma Collins