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               Deixe Deus Ser Deus, Em sua Vida


     O Deus que precisa de defesa e defensores, não é Deus. A teoria que precisa ser defendida para se suster, é fraca. Vivemos e nos movemos, quer queiramos ou não, regidos por princípios e leis. O universo se move e se sustêm regido por leis. Quem as criou, quem as mantêm?

     Diante da imensidão harmoniosa estrelar, da exuberância da natureza em suas multifomas e cores, da complexidade dos relacionamentos sociais e individuais minha reação é de humildade, curvo-me e aprendo, tento descobrir os segredos, os postulados, os princípios, os mistérios, as leis que regem a vida, a natureza, o cosmo. Sou parte do conjunto; indivíduo, mas não independente; um, agregado aos demais. Tenho consciência das minhas limitações e da minha dependência ante a ação e reação dos demais seres vivos. 

     Alguns dizem: “Sou deus”. Se assim é, sua atuação é restrita, relativa, imperfeita, circunstanciada ao seu espaço, ao seu habitat, seu ambiente. Fora do seu meio, ninguém sentirá a necessidade de sua presença, nem os efeitos visíveis de sua existência. 

     Somos insubstituíveis apenas relativo ao circulo menor da nossa esfera de atuação, aos nossos filhos e pais. Nossos atributos estão manchados pela fraqueza, imperfeição e limitação. Enfim, nossos atributos, restringe-se a, externos: o direito de ir, vir, ficar, fazer; e, internos: a capacidade de pensar, sentir, falar. 

     Em contraponto à nossa relatividade, finitude e fraqueza há um Deus absoluto, eterno. A absolutividade na natureza de Deus jamais pode ser encarada como defeito, mas como virtude, pois tudo, de bom, têm origem nEle e converge para Ele. 

     A presença de Deus se faz sentir e ser vista, através das obras de suas mãos, na natureza e no universo como um todo. Não satisfeito, em Sua busca para salvar e revelar-se ao homem caído, Deus tornou-se Homem, através de Jesus Cristo. É através de Cristo que temos a revelação perfeita do caráter de Deus. Cristo é a imagem da glória de Deus. A missão de Jesus era o de servir as suas criaturas. Sua missão incluía a tarefa de resgatar o homem. Tirá-lo de sua vida de pecados e transformá-lo à Sua imagem e semelhança, que fora perdida depois da expulsão do homem do Jardim do Éden. A missão de Cristo, de salvação, foi cumprida, ao ser pregado na cruz. 

     A Bíblia nada mais é, do que outra forma de Deus revelar-Se às Suas criaturas. A Bíblia não é um livro de ciência, não é uma enciclopédia, não é um livro de magias, de mistérios, não tem, em si mesma, nenhum poder miraculoso. A Bíblia, tão somente, é uma carta de amor. Uma carta que revela, declara o grande amor de Deus por suas criaturas. 

     Por ser uma carta de amor, a Bíblia, é declarativa, não é explicativa. Esta forma de ser, faz da Bíblia um livro incomum. A forma da apresentação da Bíblia leva o caráter dAquele que a inspirou. Como Deus possui atributos únicos, e a Bíblia é o Seu canal de comunicação com o homem, logicamente o Livro Sagrado leva a marca do Seu Autor maior, Deus.

     Diante do exposto, e, como não poderia deixar de ser, Deus inicia a Bíblia com uma declaração. “No princípio, criou Deus os céus e a terra.” (Gênesis 1:1 - NTLH). E termina a Bíblia também com outra declaração: “Aquele que dá testemunho destas coisas diz: Certamente, venho sem demora. Amém! Vem, Senhor Jesus!” (Apocalipse 22:20 - NTLH).

     Deus que se preza não se explica, declara. Deus que se preza é absoluto, normatiza. Deus que é Deus, revela-se; Deus que é Rei, governa; Deus soberano, legisla. Ninguém, em sã consciência, pode exigir que Deus seja menos do que Ele é, isto é, menos do que Deus. Diante destes fatos temos que entender que Deus foi quem tomou a iniciativa para revelar-se às Suas criaturas. E Deus o faz muito bem através da natureza, da Bíblia e do Seu próprio Filho, Jesus Cristo. No entanto, a criatura que tem juízo, estuda, aprende, obedece, cresce, amadurece. 

     Deus em Sua esfera de atuação, de existência, de influência, enquanto Ser eterno, enquanto Deus, não precisa da autorização e ou permissão, nem do homem, nem de nenhuma outra criatura, para ser Deus. Deus é Deus e isso basta em si mesmo.

     No entanto, Deus para salvar o homem, tirá-lo dos seus pecados, provocar uma transformação em seu caráter, modificar seu modo de vida, santificar sua estrutura mental e moral, aí sim, Deus precisa da aprovação e permissão do homem e da mulher. Deus respeita a vontade de suas criaturas. É por isso que Deus lança o seguinte convite para todas as pessoas: "Escutem! Eu estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, eu entrarei na sua casa, e nós jantaremos juntos." (Apocalipse 3:20 -  NTLH).
 
     Deus continuamente bate à porta do coração, apela à razão do homem, pede permissão para realizar milagres em sua vida. Deus está limitado pela vontade, o querer do homem. Mas é preciso que o homem entenda, que só e apenas só, diante do homem, em missão de salvá-lo, Deus pede para ser Deus, que Deus pede para transformar a vida de sua criatura. Nas demais situações, Deus não precisa de nenhum consentimento ou permissão para exercer Seu dever de Deus. Ele é, e ponto final. 
 
     Quanto aos incrédulos, certa vez Jesus declarou o seguinte: “—Como vocês estão errados, não conhecendo nem as Escrituras Sagradas nem o poder de Deus!” (Mateus 22:29 - NTLH).

     Os ensinamentos de Jesus, quando esteve aqui na terra, seguem a mesma linha declarativa e revelativa, veja a seguir alguns exemplos:

1-- “Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.” (João 14:6 - RA).

2—“De novo Jesus começou a falar com eles e disse: —Eu sou a luz do mundo; quem me segue nunca andará na escuridão, mas terá a luz da vida.” (João 8:12 - NTLH).

3—Disse Jesus: “—Eu sou o bom pastor; o bom pastor dá a vida pelas ovelhas.” (João 10:11 - NTLH).

4-- “Eu sou o bom pastor. Assim como o Pai me conhece, e eu conheço o Pai, assim também conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem. E estou pronto para morrer por elas.” (João 10:14 - NTLH)

5—“Tenho outras ovelhas que não estão neste curral. Eu preciso trazer essas também, e elas ouvirão a minha voz. Então elas se tornarão um só rebanho com um só pastor.” (João 10:16 - NTLH).

6- “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (João 3:16 - NTLH).

7- “Por isso, quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, todavia, se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus.” (João 3:36 – NTLH).

     As declarações de Deus, antes de ser um ato de orgulho, de presunção, de demonstração e ou imposição de força, deve, sim, serem consideradas como demonstração do que ele é: Deus soberano, amorável, infinito, criador, mantenedor e salvador de suas criaturas. Das declarações e revelações de Deus provêm vida, bênçãos para nós.

     Por último, Deus se revela através dos seus filhos. Esta revelação pode ser a mais fraca e imperfeita, mas Deus dispôs que o testemunho dos seus filhos fossem de fundamental importância para transmitir o conhecimento dEle a outras pessoas. 

"O SENHOR diz: “Povo de Israel, você é a minha testemunha; você é o servo que eu escolhi para que me conheça, e creia em mim, e entenda que eu sou o único Deus. Antes de mim, não houve nenhum outro deus e nunca haverá outro depois." (Isaías 43:10  -  NTLH) 

"Fui eu quem prometeu salvá-los e, de fato, foi isso que fiz. E vocês são testemunhas de que não foi outro deus que fez isso." (Isaías 43:12 - NTLH)

     Portanto, continue Deus sendo Deus. Eu, terei o imenso prazer e alegria de permitir que Deus continue atuando e transformando minha miserável vida e existência em algo que O glorifique. Quero ser considerado, por Deus, como um filho dEle. A Deus toda glória! Amém.


Muniz de Albuquerque
Enviado por Muniz de Albuquerque em 30/11/2006
Reeditado em 21/05/2009
Código do texto: T305388
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Muniz de Albuquerque
São Paulo - São Paulo - Brasil, 62 anos
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