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Mau-olhado existe?

Bem, todos sabemos que mau-olhado jamais foi - e com certeza, jamais será - um fato cientificamente comprovado. Mas existem outros fatos que também não o são, e continuam nos desafiando a acreditar neles. Ou não. Bem, nestes casos, acredito que existe o benefício da dúvida, se não vivemos tais experiências, ou então, o direito de não acreditar de jeito nenhum.

Ou de acreditar por já ter passado por eles.

Por que alguém nos olha enviesado? Por que não precisamos ser necessariamente lindos, ricos ou inteligentes para que alguém sinta inveja de nós? A resposta é simples: existem pessoas que vivem se comparando com os outros, e essa comparação, aliada a incompetência ou ao medo de fazer por si, causa a inveja. Da inveja, nasce o mau-olhado, que nada mais é do que uma emanação de energia negativa em direção à vítima.

Muitos dizem que algumas pessoas emanam o mau-olhado inconscientemente, mas eu não acredito nisso. Assim como o amor e os bons sentimentos são atitudes conscientes, a inveja, as energias ruins e o mau-olhado também o são. Ninguém odeia sem querer! Por isso, é preciso reconhecer e trabalhar em nós os sentimentos ruins. Para isso, é preciso se amar e confiar em si mesmo. Quem não ama a si mesmo, não pode emanar nada de positivo em direção a outras pessoas.

Eu mesma já vivi casos clássicos de mau-olhado. Seguem algumas de minhas estórinhas pessoais:

Quando adolescente, eu tinha em meu quarto uma linda samambaia chorona, daquelas cujas folhas chegavam do teto, onde o vaso estava pendurado, até o chão. Um dia, uma visita comentou: "Nossa, que linda! Dá ela para mim?" Claro que me recusei. Na manhã seguinte, ao acordar, fui regar minha plantinha, e ao tocar nela, as folhas caíram uma a uma! Não sobraram nem os brotinhos, e ela nunca mais nasceu.

Coincidência?

Aqui em casa, recebi uma outra visita que elogiou uma de minhas plantas, que exibia lindas e exuberantes flores amarelas. A coitada secou, e embora tenha voltado a brotar, nunca mais deu flores. Parece que as plantas são as criaturas mais sensíveis...

Noutra ocasião, estava calçando umas sandálias, que nem eram novas, e alguém comentou: "São exatamente as sandálias que eu queria ! Onde você comprou?" Bem, as tiras arrebentaram na próxima vez que as usei. Tive que comprar um novo par, pois fiquei descalça no meio da rua. Tive também roupas que se estragaram, descosturando-se, rasgando ou manchando após receber 'elogios' por elas.

Certa vez, elogiaram-me as unhas, e elas passaram a ficar quebradiças. Fiquei mais de um ano fazendo tratamentos para que elas finalmente voltassem ao normal. Também tive quedas de cabelo horríveis, e embora tenha ido ao médico e feito vários exames, e de ter feito uso de vários medicamentos, não encontramos nada de errado, e nada fazia efeito. Fiquei quase 'careca', e somente após começar a fazer um tratamento mais espiritual, a queda parou e os cabelos voltaram a crescer.

Feliz ou infelizmente, sou muito sensível às energias que me cercam, chegando a sentir dores de cabeça ou de estômago na presença de certas pessoas. Às vezes esqueço de me prevenir, ou estou um pouco mais sensível por estar passando por algum momento delicado, e é quando fico suscetível a este tipo de ataque. 

Mas a melhor forma de combatê-lo, segundo aprendi, é manter bons pensamentos. Evitar lugares ou pessoas que tragam este tipo de energia, e se isto não for possível, fazer uma oração e enviar bons pensamentos a elas antes de encontrá-las. Jamais abrir-se a este tipo de pessoa, que poderá usar qualquer informação a seu respeito contra você. Tratá-las com respeito e cordialidade, mas evitá-las ao máximo. Se perceber que elas estão olhando para você com insistência, jamais rebater; cruzar os braços e as pernas, e fazer uma oração. Se possível, sair de perto!

Quando sentir-se fraco e esgotado, com dores de cabeça ou estômago sem razão aparente, tentar fazer um pequeno retrospecto do que andou comendo e bebendo, e se não comeu ou bebeu alguma coisa que possa ter causado os sintomas, tomar um banho de sal grosso e rezar para o Anjo da guarda. Depois, tentar distrair-se com alguma coisa, por exemplo, um filme de comédia, um bom papo com amigos, ou um passeio a pé. É bom procurar lembrar-se das pessoas com quem teve contato antes de sentir-se mal, fazer uma retrospectiva das conversas, por exemplo, mas sem neuras!

Não vejo nada de 'sobrenatural' nestas coisas. São apenas energias, e o mundo está cheio delas. Muitas vezes, não podemos escolher as pessoas com quem devemos conviver, e os mais sensíveis pagam um alto preço por isto. E se duvida, lembre-se: "Eu não creio em bruxas, mas que elas existem, existem!"

                                             *

Imagem: olho-de-boi, amuleto contra mau-olhado.




 
Ana Bailune
Enviado por Ana Bailune em 07/09/2012
Código do texto: T3869727
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Ana Bailune
Petrópolis - Rio de Janeiro - Brasil, 49 anos
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