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A PEDAGOGIA DA FELICIDADE



Muitos educadores preferem a verdade à fantasia na orientação da infância e da adolescência. Compreendem que de tanto ouvir e transmitir fantasias e coisas irreais, a própria vida pode se transformar numa grande mentira.
Alguém diria a uma criança que a Terra não se move e que é o centro do Universo? Ou que os trovões existem porque os deuses estão empurrando móveis no Olimpo?
Na infância da humanidade os homens acreditavam nessas e noutras fantasias por ignorância, por falta de conhecimento. Galileu Galilei, o grande cientista italiano, quase foi queimado na fogueira por sustentar que a Terra não era o centro do Universo. Salvou-se porque abjurou, quer dizer, negou a verdade que havia vislumbrado para não ser condenado.
Infelizmente, a grande maioria dos educadores acha louvável a fantasia, a ilusão e o irrealismo nas histórias que transmitem às crianças: animais que falam,  super-heróis que voam, desenhos animados que deseducam, transmitem a violência às crianças que depois, quando adultas,  não entendem o porquê das crueldades e da violência que imperam no mundo.
A criança, por si só, cria suas próprias fantasias porque em sua inteligência incipiente só funcionam a memória e a imaginação e seu entendimento ainda não despertou para que compreenda o mundo com suas belezas e maldades criadas pelo homem. Não é necessário que os adultos lhe venham acrescentar ilusões e mentiras que nada têm a ver com a realidade, e sim que a protejam de certas realidades cruéis deste mundo que não suportaria defrontar por não estar preparada para entender.
Conta-se que havia um pai muito cruel, de péssimo caráter, e que a zelosa mãe não deixava que seus pequenos filhos soubessem dessa realidade. Quando falava dele para os meninos, nunca deixava transparecer aquela realidade por compreender que eles deveriam crescer para poder, por própria conta, ter a capacidade de julgar o pai.
Proteger o entendimento e a sensibilidade de uma criança faz parte de uma docência positiva que afasta a criança do sofrimento pelo choque prematuro com a realidade. Da mesma forma, o seu entendimento deve ser preservado da mentira, do irrealismo e da ficção para que possa despertar,  no futuro, livre de preconceitos, temores e da depressão.
Educar para a vida é muito mais do que dar escola gratuita e ensino fundamental; é preparar os entendimentos para que despertem do sono milenar que tem submergido a humanidade na inércia mental e prostrados os espíritos nos cárceres da ignorância.

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Nagib Anderáos Neto
Enviado por Nagib Anderáos Neto em 27/09/2005
Código do texto: T54317
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Sobre o autor
Nagib Anderáos Neto
São Paulo - São Paulo - Brasil
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Nagib Anderáos Neto