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Indagações sobre a vida


Quem procede quem, a vida ou arte, ou arte ou a vida? Quem procede quem? A vida dá-se por si só, ou ela só tornar-se o que é com a arte? A mesma reflexão segue para o questionamento da arte. Essas ideias nasceram de uma conversa depois da meia noite, entre amigos. Ficamos alguns minutos perplexos com tais questionamentos, no primeiro momento ficamos sem saber o que isso realmente vem a significar. Partindo desse pressuposto, iriei fazer algumas considerações. A vida e arte nasceram juntas. A vida enquanto estrutura que sustenta a própria ontologia, a arte enquanto fundamento que tece a visão que faz que possamos sentir a vida. Ambas estão intrinsecamente relacionadas e interdependes. Uma esfera só da ontologia.
Nesse sentindo. A vida é a arte, e a arte é vida. Essas duas formas ontológicas é o que produz a ideia e o sentimento de esta “no mundo”, delas provem, o belo, o viver, o sentir, a angustia do ser, o peso e a própria leveza. Mas, a final, o que fazer com elas? Se já conseguimos dissecar essa compreensão, depois que temos o sentido do viver, o que fazer para viver? Como impulsionar nossa potência? Como pintar o mundo, e sustentar a própria dor? Essa premissa traz mais perguntas, do que respostas, esse é o dever da filosofia. É fazer perguntas. Posso afirmar que todos nós temos a vida e arte, contudo, não serei ingênuo de afirmar que todos exercitam os dois com a mesma intensidade, ou um menos outro mais. Cada qual poderá descobrir como essas duas instancias poderão sustentar suas formas peculiares de existência. Seja a potência de criar sua própria experiência de sentir e existir nesse tempo que nossos corpos, ainda possam sentir dor. O futuro não interessa para corações como os nossos.
Desta maneira, o mundo tornar-se arte de criar, de inventar, um eterno vim a ser. Porém, esse movimento traz por si mesmo, um conjunto de efeitos, angustiantes, sem base para se apoiar, o medo tornar-se o senhor na periferia do ato de viver. Esse tríade, vida, arte e medo, estão com as fronteiras próximas. Esse buscar a descobrir-se pode te jogar de cabeça em uma dessas, mas sendo mais para vida, você distancia-se do viver, se seguir somente a arte, sentira o peso da angustia, ou só o medo, será um prisioneiro dos seus monstros. Descubra seu próprio ato de viver, sentir e existir?
Cleiton Rocha
Enviado por Cleiton Rocha em 15/05/2017
Código do texto: T5999321
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Cleiton Rocha
Macapá - Amapá - Brasil, 22 anos
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