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AMORES VIRTUIAS

FRAGMENTO  N. 01

...Derrepente você surgiu, e encontrei o que mais precisava. A sua ausência física se fez presente constantemente no imaginário. Assim pude entender, ver e descobrir diferentes nuances do desconhecido. Discernir entre senso e contra-senso, mesmo em distâncias projetadas pude sentir o fluir de sentimentos bons, afeto, carinho, amor! Agindo quase que numa conspiração em meu benefício. Ausente estava eu, enquanto o mundo agia fragmentado nos meus conflitos, só então pude perceber o real sentido e, de que forma é tão bom esse aflorar de sentimentos.
Desorganizado, estendia o meu olhar pro vazio e, jamais esperava encontrar num olhar desconhecido chamado de sentimento. Ai então ruíram as muralhas, paredes, como em blocos de areia construídos num castelo imaginário. A brisa sopra e o ar projeta nos seus olhos, e agora fico a imaginar o significado de tudo isso. Como posso dar elevada significado a essa bela transição de corpo, espírito e alma, com definições singelas de amor?.
O vento passa, perpassa e os meus sentidos, mesclam-se, busquei no inexplicável, um conceito aceitável e intermitente de tudo à acontecer. A felicidade nos torna bobos e lúcidos, e ficamos como na espreita da cena seguinte, como se em outro capítulo, as engrenagens do universo estivessem a construir. A espera é tão presente, o hoje o amanhã, o ontem, tudo é absolutamente finito, que geram acordes numa sinfonia, numa orquestração de belos encantos e momentos fascinantes. Esperar de você o que, que se faz em melodia de amor? A gratuidade das nossas vidas, geradas de uma ação divina, nos torna ímpares, singulares, e, a nós resta dar a versão das canções que o amor fez surgir em nós.


Um plural assumido borbulha nos ouvidos das multidões, que incessantemente buscam sentidos interessantes para nossa efêmera existência. As sarjetas nos revelam o tragicômico da humanidade, mas, na passarela da paixão, os holofotes coloridos tingem o coração, revelando em cores, em círculos que voam traduzindo-se em paz, e se espalham e nos remete ao mesmo lugar, onde um dia me encontrei, onde um dia te encontrei "Amor Virtual". Estradas novas surgem, meu inicio, seu inicio, meios, fins, e recomeços, eternos, daquilo mesmo que eu desconhecia existir, em você e em mim.
Muitas perguntas surgem, como a nascente de uma fonte e junto derramam sabedorias, ideais, sentimentos que vão se espalhando, reluzindo ao sol, à lua, e refletindo o que somos: pequenas luzes, pequenas luzes... E nos perguntamos: acertamos em subir ou descer? Lagrimas rolam, sorrisos surgem, mas será essa a nossa missão? Nessa nossa atração? Nesse olhar quieto, nesse falar sem dizer?... Literalmente éramos desconhecidos amigos, que a história fez acontecer, e que se repete.
Quem nos lê, quer ler a outra página, para ver e sentir o que passamos em nossa comunicação. Em nossa transição, a luz é continuada, como vaga-lumes numa noite em breu. E, nesse momento gera um conflito em mim, não sei dizer o que escrevo, se isso é uma poesia, um poema, ou um scrap deixado em sua pagina, porque todo o emblemático conteúdo está inserido num enredo, na conspiração do universo que parece dar cor às nossas pequenas luzes.
Não sei revelar textualmente uma expressão de amor, e que isso reflete em paz, traz saúde e bem estar para o corpo e para a alma. Nesse universo fascinante da paixão, coração que pulsa mais forte só por aquela pessoa, respirações que ficam aceleradas, ofegantes, pernas que ficam bambas, a voz que fica emocionada, querendo e com uma enorme vontade de dizer não sei bem o que... Os nossos ouvidos escutaram o apelo do nosso "eu" e um susto atrevido revelou o encanto, os belos tons do amor... E surgiram murmúrios imaginários, delírios incansáveis, mas nenhum perjúrio nos intimidou, nos condenou, nem nos reteve. A malicia cedeu, esgotou-se, e a paixão aflorou, abriu-se em pétalas banhadas pelo orvalho da noite, e derretendo-se suave, aquecida pelas nossas pequenas luzes...
Muitas vezes você "orvalhada" explodiu em êxtase, e me fez sorrir, então encontrei em você a cognição. Pensei em meus momentos de percepção, sobre tudo, sobre mim, sobre você, então começo a descobrir em mim, centelhas, pepitas, que reluzem em harmonia, paz, amor... Agora começo a ter uma certeza, não poderia fazer nada disso, não poderia sentir tudo isso, se você não existisse, e, se não fossemos pequenas luzes...

BY JORGE BRITTO  SETEMBRO DE 2007


JORGE BRITTO
Enviado por JORGE BRITTO em 10/09/2007
Reeditado em 12/09/2007
Código do texto: T645989

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Sobre o autor
JORGE BRITTO
Sumaré - São Paulo - Brasil
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