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A noite chegou sem avisar.

A noite chegou sem avisar. Aliás... a noite chega sempre sem avisar, para os de alma enegrecida, quer momentaneamente quer, em casos mais graves, simultânea e sucessivamente. Não me preocupo - como nunca me preocupei - com o que chamam de loucura, o meu medo são os homens, e do que eles são capazes, falando estritamente do que têm de pior, não de melhor, porquanto não são capaz de o mostrar, sem primeiro estragar o que começaram antes, ou intentaram fazer. Um louco só é louco, perante um que se diz são, mas para o louco, louco é o outro e não ele. É como com o acreditar, acredita-se no que se quer, ou porque nos é oferecido como verdade e aceita-se, sem questionar, ou duvida-se e é nossa a liberdade. Se eu me questiono, não deixo por isso de vislumbrar certa luz, que raia vinda daquele sol, que se iça prenhe, junto à linha do horizonte, apenas vou muito além dessa primeira luz, e mergulho no amarelo do amarelo, até ao branco mais puro, ao desmaio e à inconsciência. Que alcancei eu? Nada! Sou humano o bastante para conseguir aperceber-me de certas latitudes. Mas se não duvido, também o questiono, e sigo o meu caminho interiorizando-me e ao que sobra de mim, essa é a razão de minha existência, essa é a descoberta que falta ao Homem, para ser humano, na verdadeira acepção da palavra, ou lá o que isso quer dizer.

Jorge Humberto
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Enviado por Jorge Humberto em 12/03/2005
Código do texto: T6464
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Sobre o autor
Jorge Humberto
Portugal, 50 anos
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