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Ensaio sobre o momento presente...

            Há doenças e doentes demais nesse mundo. E quando falo de doenças não me refiro aos males físicos, mas sim às projeções mentais carregadas de vícios e imperfeições. O momento atual é de turbulência e é quase impossível nos mantermos serenos diante da violência que nos cerca. Violência física, moral e intelectual. Os homens se mutilam em troca de bens materiais. Os grandes ideais foram substituídos pelas aquisições transitórias e o ter ocupa cada vez mais o lugar do ser. Isso imprime uma grande mudança mental, onde os bons costumes são substituídos por condutas questionáveis que vão sendo “normalizadas” pela população.
Os modelos já não são mais os mesmos. Diante do imaginário da conquista fácil o modelo a ser seguido é quase sempre baseado na aparência física em detrimento do conteúdo. Valoriza-se a forma e não o conteúdo. As conquistas intelectuais são frívolas. Valorizam-se sobremaneira os títulos e esquece-se o conhecimento. Se paga pelos títulos e o conhecimento deve ser prático, algo aplicável imediatamente,... não há tempo! O homem corre sem parar. E, muitas vezes, me pergunto: - onde iremos parar?!... Perdemos valores e conquistas. Queremos tudo para ontém e nos esquecemos de vivenciar o presente. Alguns, saudosistas, prendem-se ao passado e se esquecem que o nosso presente é o que determina quem realmente nós somos. Não importa quem eu fui, importa o meu momento presente. Não importa o que eu tenho, mas o que eu sou. E devo ter sempre a convicção de que sou muito mais do que pareço ser. Há potências em minha alma que precisam se expandir. E eu não posso deixar a violência do mundo me inibir. Alguém já disse em algum momento que nós não somos proporcionais ao nosso tamanho físico, o meu EU é determinado pelo modo pelo qual eu enxergo o mundo.
Há momentos de crise em que tudo parece contribuir para desequilibrar nossas mentes; entretanto, são esses momentos que fazem o homem crescer. O sábio, diante da crise, busca a solução e pacientemente aguarda a passagem da tempestade. O homem velho, equivocado, lamenta o que lhe ocorre e sente-se desprestigiado pela providência divina. São lamentações que geram angústia e impedem o florescer de nossas potencialidades.
O homem precisa acreditar em sua força interior e buscar o auto-aprimoramento. A interpretação que a sociedade faz nem sempre reflete o que verdadeiramente somos. Há muitos juízes, muitas críticas, mas poucos fazem um exame de consciência e tentam se colocar no lugar do outro.
A essência da vida está no amor que temos por nós, pelo nosso semelhante e pelo mundo que habitamos. E, apenas quando exteriorizamos esse amor somos verdadeiramente felizes.
   
Roberta Olmo Pinheiro
Enviado por Roberta Olmo Pinheiro em 22/09/2007
Código do texto: T664171
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Roberta Olmo Pinheiro
Nova Iguaçu - Rio de Janeiro - Brasil, 39 anos
122 textos (3391 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 20/10/17 19:56)
Roberta Olmo Pinheiro