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Manifesto Desmanifesto

obs: Questionado para ser feito.

     Tudo se faz relativo. Não há certezas nem incertezas. Nada do que foi destruído foi criado e nada do que foi criado foi destruído. Entre as infinitas abominações cósmicas dentre todos os universos paralelos, nada do que existe pode realmente existir de fato. A matéria não pode ocupar uma só posição, nem é uma só matéria. Morreram as leis naturais, morreu o que é natural, pois não é mais natural! O que é lei não é mais lei! Nada pode ser fixo ou certo, certo ou fixo. Nada pode ser nada.
     Abandonemos de vez a fé, a ciência, a razão e as emoções. Só existe a não-existência, a abstinência, a ausência do desconhecido. Nada é conhecido.
     Os conceitos estéticos, a ética, a morfologia, a arte, a filosofia, a sintaxe e a eterna busca pelo que não é, mastigue-as, engula-as e jogue-as dentro do vazio interior. Nada valem neste mundo que se nega e se destrói. Nada tem valor em um tudo que se mata desde a criação, que veio do nada e que tende ao nada, e que nada é. Nada vale nada, e, tudo é nada.
     Alterações em qualquer coisa são inúteis, pois não se altera o que é nulo, com uma nula alteração. Jamais se ilumina as trevas com a própria escuridão. Um porco é um cavalo, é o que você quiser. Tanto faz, nada nunca foi nada e não mudará se for alterado. A escuridão jamais se ilumina com as próprias trevas.
    A vida é a ausência de morte, a morte é a ausência da vida, e ambas se destroem e se anulam como vetores de módulo igual em direções opostas. A matemática destrói a lógica, e a lógica prova ser a única resposta, todas as respostas possíveis de um único problema, a ausência de lógica. Isso é relativo. Essa resposta é sem resposta.
     Descobrimos que o ápice da glória e do conhecimento é justamente a maior ignorância e humilhação do fundo do abismo. Essas idéias se anulam, mas se somadas, formam o nada. Mostraram-nos o caminho ao nada a arte de Mondrian, Malevitch, Calder, Trevisan, Blake, entre outros minimalistas, construtivistas, abstracionistas, expressionistas, dadaístas, surrealistas e demais anti-heróis. Mostraram a destruição para se construir melhor. A organização máxima que leva ao caos.O nada que nada faz, por intermédio de tantas coisas, que se pode dizer que tudo são. Salve a genialidade do nada. Salve a glória da loucura. Nada se salva.
     Para mim
     Tudo é relativo, sem explicação. Nada é um todo, uma coisa só. Tudo é dispensável e ao mesmo tempo extremamente necessário. Relativo é tudo. Nada é relativo: Mostre-nos a relatividade!

obs: Feito para ser questionado.

             
                                                      Luna Steinherz
                                                         
Luna Steinherz
Enviado por Luna Steinherz em 11/10/2007
Reeditado em 03/02/2009
Código do texto: T690397

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Sobre a autora
Luna Steinherz
São Paulo - São Paulo - Brasil, 28 anos
425 textos (24029 leituras)
3 e-livros (327 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 20/10/17 02:16)
Luna Steinherz