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Você pode amar...

Você pode amar
Tudo que você tem
Mas você não pode amar
Tudo aquilo que você quer.

Nem todas as pessoas olham para você e entendem aquilo que você está querendo. Nem todas as pessoas sabem respeitar aquilo que você está sentindo. Nem todas as pessoas sabem realmente o que fazer com o
inusitado. A grande maioria só se aproxima para se apropriar de alguma
coisa e descartar quando sente que você não é mais necessário. Como se nunca mais fossem precisar de você na vida. E se você ama essas pessoas, sua desilusão é maior ainda. E só restará o amargo da solidão, como sempre. Por que você ajuda?
Nunca há uma resposta convincente. Você pode passar a vida ouvindo Pink Floyd, pensando no bom da vida, resgatando os mais belos Jardins, decorando sua amada Ilha, mas ela será sempre o seu santuário da solidão. Você regará o Jardim com suas lágrimas, sempre latentes, mesmo que nem se desespere mais por essa espera sem justificativa.
Uma vez descartado, só lhe resta abrir novos horizontes. Ou ficar lamentando o resto da vida por aquilo que ainda não conseguiu fazer. E quanto mais demonstrar, mais rebaixado será o seu conceito, mais idiota será a sua tristeza, mais sofrimento terá no peito. As pessoas só se preocupam com aquilo que lhe é importante, e você não tem importância nenhuma quando está descartado. É fato que ao ensinar os primeiros passos, a bem da verdade, é a primeira porta que você abre para que saiam pelo mundo, sem olhar para trás. Sem olhar para você. Afinal, você ajudou a enxergar o horizonte, e isto lhe basta para seguir adiante sem sua ajuda.

Peixão89
Peixão
Enviado por Peixão em 25/03/2005
Reeditado em 29/03/2008
Código do texto: T7897
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Peixão
Santo André - São Paulo - Brasil, 56 anos
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1 e-livros (241 leituras)
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Peixão