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Há sempre formas diversas...

Há sempre formas diversas de se começar uma nova estória, sejam por fatos, sejam por motivações, seja por que for. Algumas aparecem como que por sonho, ou mesmo, através destes, e empurra para o branco do papel, clamando sua versão. Por sonho, talvez assim essa tenha começado. Um leve fragmento, que de inusitado, me veio quando voltava para casa. Sonhava acordado novamente. Acho que vivo no mundo dos sonhos permanentemente, mesclando a minha realidade com a do mundo.
A imagem era perfeita.
Um cômodo arejado, todo em paredes brancas, confortável para não dizer espaçoso, bem iluminado, com uma janela voltada para o espaço, o suficiente para apreciar tanto o sol como uma noite de estrelas e Lua. Um cômodo, de porta única, sem demonstrar o que complementava o restante da casa, nem sei se era uma casa ou apartamento, com uma estante repleta de livros, minhas revistas, tintas, objetos múltiplos. Um abajur sobre uma mesinha e almofadas para sentar no chão, 2 mesas de boa madeira, cada qual com seu computador e impressora, cadeiras em vermelho e preto, de rodinhas com
braços, um sofá de 2 lugares, uma televisão suspensa na parede, disposta de tal forma que tanto de um mesa com de outra, fosse possível ter uma boa visão.
Um escritório lindo que eu dividia com você. Onde escrevia todos os dias, discutia textos, gramática, semântica, música, filmes, livros, e onde nos amávamos desenfreadamente, para escrever alucinadamente algum tempo depois.
A partir do momento que me ocorreu esse sonho, essa visão deliciosa, essa
idéia..., céus, tenho até medo de tanto pensar. Que loucura.
Acho que estou ficando mais maluco do que o normal. Só pode ser isso.
Chega a ser até uma grande sacanagem, pensar nessa loucura. Deliciosa
loucura.  Isso envolve muita coisa, muita gente, muitos sentimentos, além
de ... sei lá ... Nunca se sabe até que ponto, tantos riscos estamos dispostos a correr. Até que ponto, estamos preparados para assumir uma condição que pode prejudicar tanta gente.
Meu maior medo é magoar alguém, seja quem for, quando o que está em jogo são sentimentos. Sentimentos são precários com o passar dos anos, muito já se falou sobre isso, mas com eles não se pode brincar.
Hoje, dia 12, 1:19, nessa noite que cheguei super tarde em casa, com esse peso no coração. Você olha para o sonho e ele é lindo. Você olha para trás, ele dá medo, muito medo. Nem sei se devo pensar em algo assim.
De manhã, depois de um resto de noite de sono, quem sabe, me deparo com
idéias mais acessíveis. Por enquanto, estou em estado de loucura total. Bom, o sono já reclama minha presença na cama. Não é a casa dos sonhos, mas é a minha casa.

Só sabemos quando estamos em casa, quando abrimos alguma porta e relaxamos das dificuldades.

Peixão89
Peixão
Enviado por Peixão em 28/03/2005
Reeditado em 29/03/2008
Código do texto: T8291
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Peixão
Santo André - São Paulo - Brasil, 56 anos
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1 e-livros (241 leituras)
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Peixão