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Ela era fatal. Assolava...

Ela era fatal. Assolava ricos e pobres sem piedade. Nos pobres, por serem o que eram, e por ter mínimas chances de se defender, pois sua briga diária era com a própria sobrevivência. Nos ricos, pelo próprio estado como conseguiam sua riqueza, pois os de berço facilmente se livravam dela. Alguns remediados também passavam incólumes. Mas a grande maioria, esses não tinham jeito. estavam afundados até o pescoço com ela. E em muitos casos, não abriam mão de sua esmerada e compartilhada companhia. Sim, porque acreditavam até, que com ela, podiam fechar os olhos e não ver as bobagens que os outros estavam fazendo por não possuí-la. Mas sua presença atordoava, essa minoria, que também poucos esforços faziam para erradicá-la. Afinal, alguns espertinhos a tinham como leal amiga, proventora de seus bens e quase tudo deviam a ela. Muitos estavam sob seu domínio e isso facilitava um monte de coisas dentro dessa nossa vida corrida e alucinada. Tinham aqueles que por força da própria sobrevivência não tinham mínimas condições, mas mesmo assim, podiam fazer alguma coisa para extirpá-la. Mas ela, aliada com tantos interesse excusos, dominava a área com uma desenvoltura de fazer gosto. Seu império se estendia por todos os recantos e sempre num crescente, arrebentando todas as estatísticas. E sua presença era uma afronta das mais encardidas que se podia imaginar. superava todos os esforços com seus severos aliados. Sem os quais não teria muito futuro. Mas a luta continuava, mesmo aos trancos e barrancos. Ela tinha que ser destruída para o bem geral. Sua presença era, é, e continuará sendo um descalabro. Mas haverá o dia, em que todos, sem distinção de raça ou cor, terão se livrados de sua presença perniciosa. E aí, poderemos caminhar livres da ignorância.

Peixão89
Peixão
Enviado por Peixão em 28/03/2005
Reeditado em 29/03/2008
Código do texto: T8346
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Peixão
Santo André - São Paulo - Brasil, 56 anos
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