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Sobre Papai Noel

VERDADES SOBRE O PAPAI NOEL

                          José Augusto Carvalho

São Nicolau (271-342),  bispo de Mira, na Ásia Menor (hoje Turquia), teria realizado vários milagres em vida. Tornou-se patrono da Rússia e adorado em vários países da Europa, sobretudo na Holanda, onde só entre os séculos XII e XIII se construíram 23 igrejas em sua devoção. A Igreja Católica instituiu o dia 6 de dezembro como o de sua morte, e até hoje, na Holanda, se faz nesse dia uma festa em sua homenagem, quando se presenteiam as crianças.
Os holandeses que fundaram Nova Iorque levaram para os Estados Unidos a veneração ao santo.
Seu nome, em várias línguas em que é cultuado, é: Saint Nicolas, Sankt Niklaus, Saint Niclaus, Sinter Klaas, Sinterklass, Santa Claus, São Nicolau. No Brasil, ele é o Papai Noel; em Portugal, é o Pai Natal; na França, é o Père Noël, que anda sempre acompanhado de outro velhinho chamado Père Fouettard (Pai do Açoite): enquanto aquele dá presentes aos meninos bonzinhos, este entrega um feixe de varinhas (chicotinhos ou “fouets”) aos meninos malcomportados, para lembrar-lhes que merecem ser punidos.
Em 1822, Clement Clarcke Moore fez o poema “The night before Christmas” (“Véspera de Natal”), em que descreve Santa Claus com roupas de pele e com um saco cheio de brinquedos nas costas. Nesse poema, Moore descreveu pela primeira vez o meio de transporte de Santa Claus: um trenó puxado por oito renas voadoras, cujos nomes são, por ordem alfabética: Blitzen, Comet, Cupid, Dancer, Dasher, Donner, Prancer e Vixel. Numa tradução mais ou menos fiel teríamos, pela ordem: Faiscar (ou Relampejar), Cometa, Cupido, Dançarino, Peralvilho (Peralta), Trovão, Empinador e Raposa (?). Entre nomes em alemão e inglês, Vixel, acredito, talvez seja corruptela de Vixen, que, em inglês, designa a raposa fêmea.
Em 1881, o cartunista Thomas Nast  desenhou o Santa Claus com base na descrição do poema de Moore, e publicou o desenho em preto e branco na capa de Natal da revista Harper’s Illustrated Weekly. A cor vermelha das roupas foi estabelecida e oficializada por Haddon Sundblom, em 1931, numa campanha publicitária da Coca-Cola.
A roupa original do Santa Claus holandês (Sinterklass ou Sinter Klaas) era uma espécie de sotaina ou toga comprida que ia do pescoço ao calcanhar. A carapuça era cônica, e a barba era em ponta.
O letrista de uma canção natalina que fala em Papai Noel cometeu um equívoco que passa despercebido à maioria dos que a cantam. A letra diz “Como é que o bom velhinho / não se esquece de ninguém? / Seja rico ou seja pobre, / o velhinho sempre vem”. A letra pretende dizer que não importa que a pessoa seja rica ou pobre: o bom velhinho sempre se lembra dela. No entanto, o que a letra diz efetivamente é que o velhinho, mesmo que seja rico ou pobre,  sempre vem... Em outras palavras, o “rico” ou “pobre” da letra se refere ao velhinho, não ao que é visitado por ele no dia de Natal...
De qualquer forma, isso não importa. O que importa mesmo é que o bom velhinho representa o sonho das crianças, faz parte das mais queridas e gratas das nossas lembranças da infância e simboliza o espírito de fraternidade e de altruísmo que  vigora no Natal...
             Pena que só no Natal...

José Carvalho
Enviado por José Carvalho em 30/12/2005
Código do texto: T92452
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Sobre o autor
José Carvalho
Vitória - Espírito Santo - Brasil, 76 anos
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