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Aula 5 - Ética nas Organizações

Organizações constroem sua própria moral.

O conceito de responsabilidade social, entendido como compromisso de retribuir como bem-estar social ao uso dos recursos sociais e naturais, articula-se no modelo teórico referencial de Business Ethics na dimensão da ética de responsabilidade, entendida como a preocupação com as conseqüências de seus atos sobre os seres humanos, numa visão integrada de dimensões econômicas, ambientais e sociais que se relacionam e se definem. As outras dimensões da BE, a ética afirmativa do princípio de humanidade e a ética geradora de moral convencional permitem, por causa das demandas sociais e no sentido estratégico de definir o caráter da organização frente às condições do ambiente em que atua, que a organização escolha os conjuntos de princípios, valores e regras de comportamento moral – as atuações éticas possíveis – que resultam adequados para seus propósitos.

Esses conjuntos de princípios, valores e regras de comportamento moral respondem à necessidade social de regular e orientar as relações humanas de um determinado grupo social numa determinada direção. A realidade moral varia historicamente e, com ela, variam as práticas, princípios, valores e regras em vigor em determinado contexto histórico-cultural. Isso porque a vida moral compõe a dinâmica história humana de autocriação, no sentido de definir princípios de conduta, valores de bem e mal, permitido e proibido, recomendável e reprovável – relacionados com os valores individuais –, e regras de comportamento moral, entendido como consciente, responsável, baseado na liberdade de escolha e guiado pela vontade e pela razão. Assim, as pessoas são capazes tanto de interiorizar e legitimar valores, normas e princípios, como de criar novos. Assim ocorre com o indivíduo na organização, e com a organização no ambiente, todos inseridos num processo dinâmico de influência recíproca entre a cultura e os hábitos individuais, de um lado, e de outro os princípios, valores, regras de comportamento morais.

Esses princípios, normas ou valores de uma determinada moral, digamos a moral de uma organização, não precisam ter o rigor, a coerência e a fundamentação das proposições científicas, então vale lembrar que a ética, a ciência da moral, aborda cientificamente questões fundamentais como as relações entre responsabilidade, liberdade e necessidade, e as relações entre a estrutura social e seu código moral. Assim, a ética está relacionada à vida em sociedade, e, como cada cultura e sociedade instituem uma moral, a ética não formula juízos de valor sobre práticas morais em nome de uma moral absoluta e universal, mas explica a razão de ser da pluralidade e das mudanças. Desse modo, pode contribuir apenas de forma especulativa, para fundamentar ou justificar certa forma de comportamento moral, ao buscar concordância com determinados princípios filosóficos universais de uma moral cosmopolita, aqueles nos quais buscamos eliminar a agressão na relação com o outro, ao mesmo tempo em que procuramos manter a fidelidade a nós mesmos, a coerência de nossa vida e a inteireza de nosso caráter.

Entendida desse modo, a ética ilumina decisões organizacionais estratégicas para servir ao ideal da construção de práticas organizadoras corretas, para dar exemplo e testemunho de retidão, e tentar contribuir para uma sociedade sustentável, com práticas como ouvir os stakeholders (idealmente todo o planeta) e integrá-los ao processo de decisão, além de definir e mostrar (transparência) os critérios e valores que formam o caráter da organização, formando o hábito da atuação ética pela repetição das ações e decisões como expressão do caráter dos indivíduos no contexto organizacional.

Nesse sentido, as organizações têm, além da dimensão política da cidadania corporativa da responsabilidade social, uma dimensão ética de afirmação de seus valores na cultura, transformando esses valores em práticas. Entre as opções de atuações éticas possíveis, a organização tem a liberdade de escolher as que projetem sua imagem e que atendem à demanda do seu papel social. É para disseminar na cultura essa moral escolhida que as organizações constroem o ethos corporativo começando por si mesmas e tentando influenciar as condições do ambiente. Conforme essas condições do ambiente em que atuam, e sempre em tensão com elas e limitadas pelo que as circunstâncias permitem, as organizações têm a liberdade, vista como possibilidade objetiva, de escolher e tornar possível o conjunto de valores e as regras de comportamentos alternativos que resultam adequados para seus propósitos, ou seja, cada organização pode construir sua própria moral.

Uma questão que poderia incentivar o debate sobre o tema seria:
É o utilitarismo social que vem fundamentando as alterações morais (mudanças de princípios, valores, regras de comportamento) nas sociedades capitalistas desde o início dos estudos éticos pelos filósofos modernos?

08/04/08

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NOTAS DE LEITURA
Aula 6 - Dia 18 de abril – 14:00-18:00

Ética e organizações

Leituras obrigatórias

CHAUÍ, Marilena. A liberdade. In: Convite à Filosofia. 13ª ed. 2ª impr. São Paulo: Editora. Ática, 2004, p. 331-340.

FONSECA, Dirce M. da. O Campo da Ética, Seu Lugar na Política. Brasília, a.43 nº 169, jan./mar. 2006, p. 255-262.

PENA, Roberto P. M. Responsabilidade social da empresa e Business Ethics: uma relação necessária ? Atibaia/SP, EnANPAD 2003, v. 1.

SANTOS, Mílton. O País distorcido: o Brasil, a globalização e a cidadania. São Paulo: Publifolha, 2002, p. 49-52; 149-152.

SOUZA, Ricardo Timm de. Justiça, liberdade e alteridade ética. Sobre a questão da radicalidade da justiça desde o pensamento de E. Lévinas. In: OLIVEIRA, Nythamar F. de; SOUZA, Draiton G. de. Justiça e Política – Homenagem a Otfried Höffe. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2003, p. 619-633.

Leituras complementares

COMTE-SPONVILLE, André. O capitalismo é moral? In: O capitalismo é moral?. São Paulo: Martins Fontes, 2005, p. 71-87.

VÁZQUEZ, Adolfo Sánchez. Ética. 25a ed Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2004. p. 15-34 ; 266-297.

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8) As discussões sobre ética foram muito proveitosas no sentido de esclarecer a diferença entre moral e ética e expandir esses conceitos para além do lugar-comum. A MORAL refere-se às formas do comportamento humano (“o que devo fazer? o que é bom ou mau?”), e está relacionada com os valores individuais, enquanto a ÉTICA é a filosofia por trás da moral. Ao contrário da moral (individual), a ética está relacionada à vida em sociedade (“por que devo fazer assim? o que justifica isso?”).
A discussão sobre ética tem tomado parte importante na agenda mundial, através do programa Planetário, que prega a definição de seis patamares éticos universal e globalmente válidos: as éticas do discurso comunicativo e da justiça, a ética baseada na natureza, a ética fundada na dignidade da Terra, a ética fundada no pobre e no excluído, a ética enraizada nas tradições religiosas da humanidade e o utilitarismo social.
Infelizmente os homens ainda não perceberam o quão importante para nossa sobrevivência será definir esses patamares. Enquanto a ética não for observada em todas as culturas, florestas continuarão sendo devastadas, rios continuarão sendo poluídos, povos continuarão a guerrear entre si por questões econômicas e religiosas (e com armas cada vez mais perigosas para toda a humanidade), pessoas morrerão de fome em países com forte exportação de produtos agrícolas, etc. As empresas têm que passar a adotar comportamentos éticos, forçando assim uma mudança na sociedade. Enquanto isso não for feito, o futuro da humanidade (inclusive o das empresas!) estará seriamente ameaçado.

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CHAUÍ, Marilena. A liberdade. In: Convite à Filosofia. 13ª ed. 2ª impr. São Paulo: Editora. Ática, 2004, p. 331-340.

- Pior que a falta de liberdade é a renúncia à liberdade.
- O que está em nosso poder?
- Alcançar a felicidade depende apenas de onde a pomos.

- Moiras/Parcas - necessidade - não depende de nós para ocorrer
- Fortuna - contingência
- Fatalidade, determinismo
- nossa consciência e vontade são determinadas pelas leis (da natureza) e pelas normas-regras (da cultura). Então cadê a liberdade?
- Se a felicidade e o bem dependem de forças sobrenaturais por puro ACASO, por pura CONTINGÊNCIA (imprevisível, sem causa, sem explicação), então não dependem de nós, não estão em nosso poder e não temos como ser responsáveis. :-}
Deliberação e decisão racionais são definidoras da liberdade.
- Exemplos:
- Necessidade imposta à liberdade: mulher negra e pobre não é livre.
- Contingência imposta à liberdade: pessoa nasce cega em tempo de epidemia, pais perdem o emprego em tempo de recessão, pessoa não faz cirurgia nem estuda música por restrição do governo.
- Ética diz que a discriminação é imoral, violenta!
- Sartre: o que importa não é saber o que fizeram de nós, e sim o que fizemos com o que quiseram fazer conosco.
- A inteligência inclina a vontade para certa direção, mas não a obriga!
- A liberdade será ética quando o exercício da vontade estiver em harmonia com a direção apontada pela razão.
- Para Aristóteles, Liberdade se opõe a necessidade (condicionado, determinado) e contingência (acontece por acaso).
- Liberdade: poder pleno e incondicional da vontade (razão, inteligência) para se autodeterminar, fazer as escolhas possíveis, sem obstáculos e sem constrangimentos.
- Sartre: Estamos condenados à liberdade.
- Resignar-se ou lutar contra são escolhas livres.
- Outras pessoas na mesma situação podem agir diferente.
- Outra liberdade: é parte de um TODO necessário que age livremente porque age necessariamente. O TODO (natureza, substância, espírito) tem todo o poder de ação.
- Necessariamente livre por sua própria essência, pois define suas próprias leis, e age livre conforme sua natureza!
- Liberdade humana como parte do todo. Estóicos: agir conforme as leis do todo <> Espinosa: agir na atividade do todo. A razão domina as paixões <> a razão é um afeto alegre mais forte que os afetos das paixões.
- Hegel: 1. cultural: vencer a natureza - 2. Cristãos: 1. consciência de si, 2. consciência de si reflexiva. Razão e vontade independentes da natureza ou da necessidade natural - e independente da coação de autoridades externas.
- Marxistas, fenomenologistas e existencialistas: Liberdade é a possibilidade objetiva (sempre em tensão com as condições). O curso de uma situação pode ser mudado por nós.
- Liberdade: capacidade de perceber tais possibilidades para realizar as ações que mudam o rumo das coisas.
- possível <> provável: Possível é o que foi CRIADO pela ação, de acordo com o que as circunstâncias permitiram. Os heróis percebem alternativas e agem e mudam! Não escolhem a resignação. (O poeta escolhe agir social e coletivamente.)
- escolha x condições
- Liberdade: produzir sentido novo ao que parecia fatalidade.
- Força transformadora torna real o que era possível (possível <> acaso; necessário <> fatalidade).
- Liberdade: reconhecemos que a sociedade ensina certos valores morais mas impede a concretização deles
- Vida e morte: acontecimentos simbólicos - humanos existem, são finitos - vivos, somos! estamos com outros.
- Montaigne: Filosofar é aprender a morrer. - saber morrer nos exime de toda sujeição!
- utilidade da vida está no emprego que se lhe dá
- vida é intersubjetividade
- ética é o mundo das relações intersubjetivas - diálogo cria conhecimento
- amizade é a mais alta virtude
- Espinosa: Sujeitos livres são aqueles que nunca agem com fraude, mas sempre de boa-fé.
- Hegel: são as relações sociais entre os indivíduos que determinam e medeiam as relações pessoais entre os indivíduos, e determinam a vida ética ou moral dos indivíduos.
- os valores, motivos, fins e comportamentos éticos são aqueles nos quais buscamos eliminar a violência na relação com o outro, ao mesmo tempo que procuramos manter a fidelidade a nós mesmos, a coerência de nossa vida e a inteireza de nosso caráter.
- ético é sermos autônomos e capazes de reciprocidade e solidariedade.
- a ética possui uma dimensão valorativa e normativa. Valores e normas são definidos pela cultura e pela sociedade, nós somos capazes tanto de interiorizar valores e normas e princípios como de criar novos.
- Nietzche: a ação mais alta da vida livre é o poder de avaliar os valores!
- Epicuro: a justiça encontra-se sempre nas relações recíprocas em que exista o pacto de não causar nem sofrer dano.

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FONSECA, Dirce M. da. O Campo da Ética, Seu Lugar na Política. Brasília, a.43 nº 169, jan./mar. 2006, p. 255-262.

- (Não filosofa...) Necessidade da ética na moralidade pública!
- Cada cultura e sociedade instituem uma MORAL (valores de bem e mal, permitido e proibido).
- Sócrates: consciência de sua ação
- Platão: bom cidadão - política
- Aristóteles: vontade guiada pela razão - relações sociopolíticas
- Racionalismo, naturalismo, inseparabilidade de ética e política
- Iluministas: generalizar as próprias ações - age de modo que a tua ação possa ser um princípio universal de conduta
- Kant: agir moralmente se funda na razão
- Dilthey: ética do presente tem que ser ética social - pedagogia
- Hegel: consciência moral concentrada em normas, usos, instituições
- Hegel: vontades subjetiva e objetiva (impessoal, social,coletiva, pública) - cria instituições e a moralidade - política é o espaço da realização da ética
- Maquiavel: separa a ética da política - os fins justificam os meios
- Kant: Práxis - Política-pública - ética-moral - dignidade pública - cidadania - políticos devem ser sujeitos éticos - publicidade dos atos de governo - tudo lícito - - força da democracia
- Bobbio: estado democrático - consolidado em regras que permitem a vida em sociedade
- Kelsen: democracia - respeito pelo outro, pelas leis, poder com transparência (visível) - Constituição de 1988: leis positivas para moralidade e publicidade
- Crise ética do governo: cidadãos tomam conhecimento do ilícito e não-ético
- Hegel: o Estado é a realidade da idéia ética - Estado é parte das relações de produção capitalista
- Gramsci: estado é político e estratégico - é ético quando eleva o povo a um melhor nível cultural e moral - estado educador - dá ao povo condições para lutar pelos direitos
- Aristóteles: cidadania não é só direitos&deveres - é coparticipar da vida pública - ser também governante, não só governado - bom cidadão
- Agnes Heller: as leis são legitimadas pelos cidadãos, por isso se aplicam a todos
- Agnes Heller: virtude do bom cidadão
- compromisso ~etico para construir o melhor mundo sociopolítico, valores justos
- Bobbio: estado democrático de fato - exercício concreto da democracia
- cidadãos livres, transformadores, que lutem por seus direitos e exerçam conscientes seus deveres
- Democracia, cidadania, são processos - estado + sociedade civil -> construção do mundo melhor
- ética como categoria de regulamentação da atividade pública permite desenvolver novas relações sociais sustentadas por uma cidadania ativa em todos os níveis
- construção da ética e da cidadania: melhorar educação política e cidadã, dignidade da política como instrumento de transformação social -> consciência crítica reflexiva -> sujeitos éticos'
- Gianotti: moralidade pública - moral cosmopolita - cada sistema moral vê a sua unilateralidade do seu ponto de vista individual - se ela agride, é reprovável (moral do bandido) porque viola os princípios da tolerância, justiça...
- Desafios: práxis do Estado - discussão da ética: pensar em novas formas de convivência social e política - cada um representado na vida política para transformação da sociedade

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PENA, Roberto P. M. Responsabilidade social da empresa e Business Ethics: uma relação necessária ? Atibaia/SP, EnANPAD 2003, v. 1.

- ética é exigência estratégica - a organização se adapta ao ambiente - por causa das demandas sociais
- opções de atuações éticas possíveis - empresa escolhe as que atendem a demanda do seu papel social e que projetem sua imagem
- fora dos reducionismos - fundamentos vêm das ciências sociais, econômicas, e de gestão
- resposabilidades - ouvir os stakeholders - integrá-los ao processo de decisão - não só os politicamente influentes
- definir e mostrar critérios e valores que norteiam decisões - formam o caráter da organização
- articular as 3 dimensões
- em vez de ética de "não" (limites), ética afirmativa
- condição esotérica - começar por si mesma, dar exemplo e testemunho de retidão, e influenciar
- ética ilumina decisões organizacionais estratégicas para servir ao ideal da construção de práticas organizadoras corretas
- indivíduo na empresa - empresa no ambiente - processo de influência - ética na cultura, hábitos individuais
- construir (pelo exemplo, pela maturidade) primeiro o ethos corporativo, para que o "código de ética" o espelhe (e não o contrário!)
- responsabilidade: preocupação com as conseqüências de seus atos sobre os seres humanos
- sociedade sustentável: todo o planeta é stakeholder
- responsabilidade social: visão integrada de dimensões econômicas, ambientais e sociais que se relacionam e se definem
- ética normativa
- responsabilidade social surgiu com a redução do estado a regulador - a empresa tem que retribuir como bem-estar social ao uso dos recursos sociais e naturais
- investimento social privado é o horizonte
- conceito de responsabilidade social não é original porque usa ética
- responsabilidade social nas empresas tem dimensão ética E POLÍTICA (cidadania corporativa)
- no marketing institucional se destaca só a dimensão ética - responsabilidade negocial
- responsabilidade social é para afirmar seus valores na cultura, para gerar moral

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VÁZQUEZ, Adolfo Sánchez. Ética. 25a ed Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2004. p. 15-34 ; 266-297.

- Função fundamental de toda teoria é explicar, esclarecer, investigar uma determinada realidade, elaborando os conceitos correspondentes.
- Problemas práticos, vividos, pontuais, morais - resolvidos com ajuda de uma norma - ação boa, o que fazer
- Problemas teóricos, reflexos, gerais, éticos - o que é um comportamento pautado por normas, o que é bom - felicidade, prazer, útil, poder - diferenciar comportamento moral (consciente, responsável, de outros - escolha) - liberdade e vontade
- a ética pode contribuir para fundamentar ou justificar certa forma de comportamento moral
- a realidade moral varia historicamente e, com ela, variam seus princípios e normas
- o que a ética afirmar sobre a natureza ou fundamento das normas morais grega ou atual deve valer para ambas - não prescreve nem recomenda
- ética não formula juízos de valor sobre práticas morais em nome de uma moral absoluta e universal, mas explica a razão de ser da pluralidade e das mudanças, das práticas
- essência da moral, origem, condições objetivas e subjetivas do ato moral, fontes da avaliação moral, natureza e função dos juízos morais, critérios de justificação dos juízos morais, princípio que rege a mudança de sucessão de sistemas morais
- a ética é a teoria ou ciência do comportamento moral humano em sociedade - é a ciência da moral
- os princípios ou normas ou os juízos de uma determinada moral não precisam ter o rigor, a coerência e a fundamentação das proposições científicas
- moral-costumes - ética-caráter - ética normativa-normas - ética filosófica busca concordância com princípios filosóficos universais, é especulativa - incompatível com cosmovisões universais e totalizantes que se ponham acima das ciências
- questões éticas fundamentais: relações entre responsabilidade, liberdade e necessidade - aobrdadas cientificamente
- lógica, filosofia da linguagem, epistemologia
- vida moral compõe a dinâmica histõria humana de autocriação
- liberdade, valores, necessidade, consciência, sociabilidade
- comportamento moral responde à necessidade social de regular as relações humanas numa direção
- atividade moral é vivida internamente e subjetivamente - psicologia ajuda!
- ciências sociais, antropologia social, sociologia, humanos vivem em sociedade onde vigora uma moral social - história, antropologia social, origens, fonte e natureza moral
- relações entre a estrutura social e seu código moral
- mostram que uma moral não é absoluta
Aline Malanovicz
Enviado por Aline Malanovicz em 09/04/2008
Reeditado em 24/02/2009
Código do texto: T937798
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Aline Malanovicz
Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil, 34 anos
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