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ATITUDE

Eu estava pensando sobre como somos escravos do tempo , como somos escravos dos nossos próprios erros .
Pare . Pense por um instante quanto sofrimento ; angustia ; stress e tempo você poderia ter economizado ou evitado se fizesse um melhor planejamento da sua vida ; do seu trabalho .
Quantas vezes você se submeteu aos próprios caprichos e erros dos outros ou pior dos seus .
Todo mundo fala em paciência e de aperfeiçoar o habito de ouvir , mas se esquecem de que ouvir é diferente de escutar , ouvimos sons , ruídos ,barulhos ; entretanto escutar exige muito mais , exige prestar atenção . Sendo assim quando estamos falando com alguém devemos dar toda atenção a ela senão estaremos apenas ouvindo e assim cometemos enganos e erros e novamente perderemos tempo. Por quanto tempo você ainda vai continuar só ouvindo.

" Para compreender as pessoas devo tentar escutar o que elas não estão dizendo, o que elas talvez nunca venham a dizer. " (John Powell)

 
ATITUDE

     Uma senhora de 92 anos, delicada e orgulhosa, bem vestida, com o cabelo bem penteado e tudo numa composição perfeita, mesmo sendo totalmente cega, hoje se mudou para a casa de repouso.
     Seu marido havia falecido recentemente e fez-se necessário à mudança.
     Após algum tempo aguardando pacientemente na sala de espera, sorriu docemente quando lhe avisaram que o quarto estava pronto.
     Enquanto caminhávamos lentamente até o elevador, dei-lhe uma descrição visual de seu pequeno quarto, incluindo as flores na cortina da janela.
- Eu adorei! Ela disse com o entusiasmo de um garotinho de oito anos que acabasse de ganhar um filhote de cachorro.
- Mas Sra. Jones, a senhora não viu o quarto...
     Ela não me deixou continuar,
- A felicidade é algo que você decide antes da hora. Se eu vou gostar do meu quarto ou não, não depende de como os móveis estão arranjados e sim de como eu os arranjo em minha mente. E eu já me decidi gostar dele...

     E continuou,
- É uma decisão que tomo a cada manhã quando acordo. Eu tenho uma escolha, posso passar o dia na cama remoendo as dificuldades que tenho com as partes de meu corpo que não funcionam há muito tempo, ou posso sair da cama e ser grata por mais esse dia.

- Cada dia é um presente, e meus olhos se abrem para o novo dia das memórias felizes que armazenei...

- A velhice é como uma conta no banco... de onde você só retira o que colocou antes. Então, meu conselho para você é depositar muita felicidade na conta do banco das lembranças.

- E lhe agradeço por fazer parte da minha conta no meu banco de lembranças.

 
  Extraído do Livro "É divertido fazer o impossivel" Ed. Casa da Qualidade , Roberto Recinella

Roberto Recinella
Enviado por Roberto Recinella em 05/01/2006
Reeditado em 06/01/2006
Código do texto: T94699

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Sobre o autor
Roberto Recinella
Campo Mourão - Paraná - Brasil, 50 anos
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Roberto Recinella