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CONC. AO JORNAL O GRANDE PARTENON


Nadir Silveira Dias em entrevista CONCEDIDA ao Redator Serafim de Lima Filho (mifares@cpovo.net), em 19.12.2005, para o JORNAL O GRANDE PARTENON. Publicada na edição – Ano III – N° 11 ABR/MAI/JUN/2006, Porto Alegre, RS.

Contracapa:

Um Escritor em Destaque


* Nadir Silveira Dias


QUESTIONÁRIO PARA O GRANDE PARTENON

Nome: Nadir Silveira Dias

Naturalidade: Rio Grande, pelo registro, mas de fato em Piratini, no Lajeadão dos Silveira

Como foi que começou a se interessar pela literatura?

Pelas leituras em sala de aula. Também pelas letras dos hinos que cantávamos na hora de arte. Em casa, pelas declamações dos repentistas do Nordeste que fazia o Tio “Theo”, com os olhos na Revista Modinhas. Também recordo das trovas e modinhas cantadas por minha mãe, além das poesias contidas nas letras vertidas das ondas do rádio pelo cancioneiro nacional, português, regional, e espanhol, ouvidas com minha mãe adotiva, Aidê Pires, seguindo-se o gosto pelas canções italianas, francesas, alemãs e nativas.

Quando escreveu seu primeiro texto publicado e onde saiu?

Os primeiros textos publicados já o foram como profissional do Direito, no nosso Jornal do Comércio, em 1990.

Outros escritos seus que foram publicados onde?

Os primeiros textos poéticos foram publicados no Informativo do Tribunal de Alçada. A estréia em livro deu-se em 1997 com o lançamento de livro individual e participações em duas coletâneas coletivas.

O seu primeiro livro enfocou qual tema? “Rastros do Sentir” enfocou a poesia e umas poucas crônicas.

Os demais tiveram quais títulos?

Locação de Imóveis Comentada em Locuções e Verbetes, Livraria do Advogado, 1999, Porto Alegre, Nadir Silveira Dias & Amigos, poesia e prosa, Borck, 2001, São Luiz Gonzaga, e Satírico & Afins, minidicionário porno-erótico-filosófico-folclórico-político-social-satírico-sarcástico-sensual, Nadir Silveira Dias Editor, 2004, Porto Alegre.

Qual o seu trabalho literário que considera de melhor qualidade?

O trabalho de melhor qualidade, literário ou não, é aquele que o destinatário consome, vale dizer, para nós que escrevemos, aquele que o leitor aprecia e recomenda.

Cite alguns autores que aprecia ler (locais, nacionais e estrangeiros):

A citação é sempre prejudicial porque quase nunca lembramos de todos os que já lemos ou de todos os que apreciamos e mesmo dos que apreciamos e ainda não lemos. Agora leio Edmond Rostand (Cyrano de Bergerac), Mario Vargas Llosa (Pantaleón e as Visitadoras), Letícia Wierzchowski (A Casa das Sete Mulheres), e Zeno Cardoso Nunes (Tempos Idos).

Alguns projetos de livros e quais:

 “Direitos do Locatário versus Direitos do Locador”, “Benfeitorias em Imóveis (Mejoras): Aspectos Gerais”, um de artigos jurídicos e metajurídicos, outro de crônicas, e pelo menos um outro de poesias.

Tens muitos ou poucos textos escritos na gaveta (inéditos)?

Não tantos quanto outros amigos escritores não consagrados, iguais a mim, mas ainda assim, muitos, pois ninguém escreve para guardar no microcomputador, na gaveta ou embaixo do colchão.

Diga algo sobre o momento literário rio-grandense, brasileiro e estrangeiro:

Apesar do autêntico caos político-social que vive o país, que se faz forçosamente refletido na literatura, a Feira do Livro de Porto Alegre, por exemplo, nos faz constatar ainda algum vigor, tanto para a literatura do Rio Grande do Sul, quanto para o país, cujos autores afluem para a maior Feira do Livro a céu aberto da América Latina.
Algo semelhante é a Feira do Livro de Géneve (Genebra), para a Europa, mas com a característica de não ser a céu aberto. De qualquer modo, esses eventos são mais editoriais que literários, ainda que bem mesclados de literatura de quase todos os pontos do planeta, através daqueles consagrados pela mídia, por suas obras, ou por ambas. Quanto aos autores, sejam rio-grandenses, brasileiros ou estrangeiros, estão sob o gume do mesmo sistema que privilegia o mercado livreiro-editorial em detrimento dos criadores das obras que fazem a própria existência desses outros profissionais. As exceções são apenas as exceções!

Como foi sua entrada para a Academia Rio-Grandense de Letras e quais os cargos que nela exerceu?

Com alegria, desde junho de 2000, ocupo a Cadeira 77 da Área de Letras do Conselho Acadêmico do Clube dos Escritores Piracicaba, academia aberta fundada em 1989 e sediada em Piracicaba, São Paulo, tendo como Patrona Ines Silveira Dias.

Algum fato que deseje referir e não foi perguntado:

As perguntas foram todas muito bem formuladas. Muito obrigado!


* Jurista – Escritor – Poeta – nadirsdias@yahoo.com.br

Nadir Silveira Dias
Enviado por Nadir Silveira Dias em 19/08/2006
Reeditado em 19/08/2006
Código do texto: T220273
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Nadir Silveira Dias
Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil
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Nadir Silveira Dias