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Entrevista sobre jogos eletrônicos com ênfase na educação

Entrevista realizada no Colégio Marista Assunção com crianças da segunda série que adquiriram os jogos da Hope Revolution (projeto estudantil gaúcho de jogos eletrônicos com ênfase na educação). A seguir os relatos de cinco crianças:

Miguel Rosa: Miguel adquiriu o jogo “As Rochas da Virtude”, ele afirma que quando os personagens trabalharam em equipe, tiveram melhores resultados no jogo, isso demonstra a compreensão da importância do trabalho em equipe pelo aluno.

Felipe Furtado: Felipe Furtado relatou que teve de usar a lógica para encontrar os caminhos de um labirinto no jogo “As Rochas da Virtude”.

João Pedro Oliveira: João Pedro afirma que quanto mais bem organizada for a equipe de trabalho no jogo, o trabalho será feito de forma mais eficaz.

Felipe Dezotti: Teve dificuldades no jogo “As Rochas da Virtude”, justamente por não ter utilizado o trabalho em equipe como estratégia. Ele afirma que se utilizar o trabalho em equipe terá um melhor resultado.

Júlia Serris: Julia afirma que teve maior facilidade em aprender a tabuada, pois ela utilizou o jogo “Brincando e Aprendendo” antes de aprender o conteúdo na escola.



Foi aplicado um questionário para a professora Luciana Módica de Castro. Ela é professora no Colégio Marista Assunção há cinco anos e atualmente cursa Pedagogia Multimails Informática Educativa na PUC.

Hore: Pela afirmação do aluno Miguel Rosa, você acha que é realmente possível que as crianças demonstrem valores de trabalho em equipe na vida real tendo os exercitado em um jogo?

Luciana: Sim, pois o jogo é uma maneira de desenvolver a questão da colaboração, dividir e delegar tarefas.

Hore: Pela afirmação de Felipe Furtado, você concorda que essa lógica utilizada no jogo pode auxiliar o aluno quando for fazer problemas matemáticos, por exemplo?

Luciana: Apenas se as associações forem compatíveis no conteúdo do jogo e no conteúdo escolar.

Hore: João Pedro diz que não apenas por trabalho em equipe, mas também por organização dos personagens ele teve melhor aproveitamento no jogo. Você acha que ele pode se espelhar no jogo para fazer atividades mais organizadas?

Lucina: Se o aluno tiver o jogo em uma rotina organizada, com uma hora determina pelos pais, o jogo pode contribuir muito para esse aspecto.

Hore: Pela afirmação de Felipe Dezzoti, você acha que quando a criança comete determinados erros em um jogo, pode aprender com eles para não cometê-los na vida real?

Luciana: Sim, contudo a questão do erro deve ser trabalhada. Perder no jogo é uma forma de frustração, pode fazer a criança crescer, mas também pode fazer com que fique complexada.

Hore: Pela afirmação de Júlia Serris, você concorda que utilizar conteúdos das matérias escolares nos jogos pode facilitar o aprendizado do aluno?

Luciana: Sim, pois aprendendo brincando eles ficam mais motivados a buscar coisas novas.

Hore: A aluna Júlia é um exemplo de como o jogo pode auxiliar o aluno na aprendizagem. Você acha que ele também pode ser prejudicial? Por quê?

Luciana: Depende do conteúdo. Os jogos didáticos vêm apenas a acrescentar, desde que as crianças respeitem as regras do jogo, elas podem ser aplicadas na vida real.

Hore: Mesclar a aprendizagem de um jogo com a diversão é uma tarefa complicada, já que a grande maioria dos usuários procura a diversão em um jogo. Você acha que nesse caso a diversão ou a aprendizagem pode ser prejudicada?

Luciana: A diversão pode ser prejudicada, deve existir um equilíbrio entre as duas coisas. Também se deve observar que um conteúdo que a criança já domina faz com que perca seu interesse no jogo.

Hore: Você acredita que a informática é um bom meio de auxilio ao estudo?

Luciana: Com certeza, a informática inclusive deve ser mais utilizada do que é atualmente, contudo deve ser aplicada de forma coerente.

Hore: A utilização de jogos como meio de aprendizagem (em relação à informática), pode ser tão eficiente quantos outros métodos que não proporcionam diversão ao aluno?

Luciana: Sim, até porque será mais prazeroso e atrativo.


Entrevista realizada dia 22 de setembro de 2006 no Colégio Marista Assunção de Porto Alegre por Felipe Frosi.
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Enviado por Web Maker em 01/10/2006
Código do texto: T254029
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Sobre o autor
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Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil, 27 anos
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