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KATYA CHAMMA

Katya Chamma é uma simpática e talentosíssima compositora e cantora que está lançando o seu livro de poesias, "Dança de espelhos".
Na correria de divulgação do seu livro e do seu cd, concedeu esta agradabilíssima entrevista exclusiva pra gente.
Com vocês, Katya Chamma!

LAM - Katya, vamos para a pergunta de praxe: como você chegou na arte, na música, na poesia?

Minha família sempre foi ligada à arte; minha avó paterna, por exemplo, era violinista e pianista, assim como os irmãos e primos.
Conta a lenda (risos) que a família costumava se reunir para tocar com muita frequencia.
Meu avô materno era pintor (os afrescos da Igreja São Paulo Apóstolo, em Copacabana - RJ, são dele) e foi professor da Escola de Belas Artes do Rio de Janeiro.
Desde muito cedo me encantei pelo piano da família e, como já tocava de ouvido, acabei fazendo Piano Clássico, em conservatório.
Ganhei meu primeiro violão aos nove anos e a partir daí, não consegui mais parar (risos).
A primeira guitarra ganhei lá pelos 14 anos...
Já com a poesia, não consigo me lembrar exatamente quando começou o "romance"; acho que desde sempre... desde quando aprendi a escrever, lembro de colocar no papel o que me passava pela cabeça.

LAM - Quais influências marcaram?

Gosto muito de ler, leio muito. Chego a ler três livros ao mesmo tempo! (risos) Especialmente poemas, crônicas, ficcção... e livros técnicos! Um bom suspense também me seduz. Na música sempre escutei muita MPB, Blues e Rock. Adoro rock progressivo e blues. As bandas dos anos 70, o rock Brasil dos anos 70 e 80, muito rock inglês... Jeff Beck, Clapton, WhiteSnake, Queen, Pink Floyd, e por aí vai...

LAM - Você participou e ganhou vários festivais, fala dessa experiência.

Comecei a compor, tocar, ainda menina, na então época "dos festivais". Aquela festa toda era muito divertida, estimulante. Fazíamos música sentados na grama das super-quadras de Brasília, em casa, nos colégios. Ganhei meu primeiro festival aos 11 anos. Era uma época criativa, mais ingênua, onde as pessoas se divertiam mais, brincavam mais. Mais tarde, mesmo com toda a responsabilidade de ensaios, shows etc, ainda nos divertíamos muito. Era praxe viajar para outras cidades, outros estados, "atrás" dos festivais. Foi o caminho musical de uma geração.
Brasília também ofereceu ótimos festivais. Os teatros, clubes, lotavam. Eram grandes shows, na verdade, com grande público.

LAM - Você já militou na televisão, com o "Capital Destaque", relata prá gente essa outra experiência.

O "Capital Destaque" foi uma experiência única. Em 1990, quando era proprietária de uma produtora de vídeos, surgiu a oportunidade de apresentar um programa na então TV Capital, hoje TV Record. Tínhamos o equipamento, a experiência de gravações e de palco, e uma vontade enorme de inovar. Pensei: "Por que não?" (risos) Sempre fui a favor da iniciativa independente, nas artes e em outros setores. Era um programa diário, com duração de uma hora, algo como os atuais talk shows (já naquela época). A produção, idealização e apresentação era... independente! Pagávamos o "horário" com o apoio de patrocinadores. Dava um trabalhão... mas também muita satisfação! :o)

LAM - Como você avalia as oportunidades no atual cenário musical?

Acho que estamos vivendo uma fase de transição muito importante. Temos meios de divulgação alternativos como a internet, revistas e jornais independentes, rádios comunitárias independentes, e tantos outros. O cenário mudou. É hora de acreditar nos sonhos! :o)

LAM - Você lançou seu cd contando com a presença de Roberto Menescal na participação. Fala como se deu este projeto e quais os resultados até então?

Roberto Menescal é um grande músico e, acima de tudo, uma grande pessoa. Quando fui ao Rio de Janeiro para a gravação de Poeira de Vidro (o arranjo é do Menescal), ele me ofereceu a música Eu Canto meu Blues, ainda inédita na época, para gravar. Esse blues é dele em parceria com o Oswaldo Montenegro, um grande amigo também. O Menescal participa do disco tocando em ambas as músicas.
O cd tem produção independente, assim como o livro "Dança de Espelhos", que estará sendo lançado no próximo domingo, 30 de outubro.
O projeto independente, de maneira geral, solicita um constante trabalho de divulgação, nos meios tradicionais e no circuito dito alternativo. É uma luta... mas acredito que seja o caminho.

LAM - Qual a sua proposta musical?

Gosto muito de blues, pop rock... então, ao compor, acabo criando por esse caminho. Poeira de Vidro, por exemplo, pode ser denominada mpb, mas a alma do blues está lá...Zarabatana, música que já está tocando nas rádios, tem uma levada de reggae nos refrões.

LAM - Você acaba de lançar seu livro, como está se desenvolvendo? Quais as suas expectativas?

"Dança de Espelhos" é um livro independente, com edição independente. Estará sendo lançado domingo próximo, 30 de outubro, na Livraria Cultura de Brasília. Existe a intenção de fazer o circuito de lançamento pelas cidades do Brasil onde houver lojas da Cultura. O livro também estará sendo vendido pela internet, assim como o CD.
Fico muito feliz por ver livro e cd (independentes!) serem distribuídos assim. Acredito realmente que estamos em um período de transição, onde o artista finalmente pode visualizar a luz... no seu próprio túnel!! (risos)
Foi uma festa bonita que começou com um pocket show. Foi muito gostoso, com o público participando, uma energia muito boa! Fizemos algumas músicas do meu cd, no formato acústico - dois violões e guitarra. Estavam comigo os músicos: Eduardo W. e Ismael Fonte. Em seguida aconteceu o lançamento do "Dança de Espelhos"; a Livraria Cultura ofereceu um coquetel e todos nós, músicos, amigos, público, nos divertimos muito.
No momento, estou totalmente envolvida com os shows de lançamento. O projeto atual é a divulgação através dos meios de comunicação, internet, shows e eventos como esse da Livraria Cultura, pelo Brasil. Ambos - livro e CD - já estão disponíveis inclusive no site da Cultura: www.livrariacultura.com.br .
A idéia, sem dúvida, é continuar por esse caminho nos próximos... mas vamos aos poucos... ainda tenho outros quatro livros prontos para editar! (muitos risos)

LAM - A Internet tem contribuído para a difusão do seu trabalho?

Enormemente. Através, inclusive, de outros artistas - assim como você! - que têm a consciência de serem formadores de opinião, de serem um canal de conexão entre a arte e o mundo. A internet é o meio de comunicação mais democrático dos últimos tempos. E por ser anárquica, está ao alcance de todas as manifestações, artísticas inclusive.
A internet é a grande via da comunicação moderna, livre e independente.

LAM - Quais os projetos que Katya Chamma ainda tem por realizar?

No momento, estou totalmente envolvida com os shows de lançamento do livro. O projeto atual é a divulgação de livro e CD através dos meios de comunicação, internet e shows e eventos como esse da Livraria Cultura, pelo Brasil.
A idéia, sem dúvida, é continuar por esse caminho nos próximos... mas vamos aos poucos... ainda tenho outros quatro livros prontos para editar! (muitos risos).

E para conhecer melhor Katya Chamma é só acessar:
http://www.musicexpress.com.br/artista.asp?artista=225

Veja mais entrevistas acessando: www.luizalbertomachado.com.br
LUIZ ALBERTO MACHADO
Enviado por LUIZ ALBERTO MACHADO em 27/08/2007
Código do texto: T625556

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Sobre o autor
LUIZ ALBERTO MACHADO
Maceió - Alagoas - Brasil
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