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Seu olhar tão denso, mas quando chego perto sinto frio.

Qualquer coisa diga logo. Qualquer coisa, menos a indiferença.

Um tiro se ouviu. Uma parede ruiu. Um amor partiu.


Sigo – sem avenida. Sem Rua – sem vida.

Um pouco de sensibilidade. Um pouco. Talvez antes do fim.

Se de perto ninguém é normal, como diz Caetano – de longe – desigual.

Choro – talvez por sua ausência. Ou quem sabe por sua presença ausente.

Troque de calçada, mude de esquina, mas deixe seu endereço.

Derrube a flor, mas, por favor, preserve o broto.

Duas caras – sentidos opostos.

A escada, o gato, a superstição, nem passou por debaixo.

A escola – repete manda decorar o livro – depois cobra tudo que o autor fez.

A mãe ainda espera que o filho lhe obedeça sem deixar claro a razão de ter nascido primeiro.

Um passo no escuro – talvez seja o casamento.

A união sem fazer força.

Daquilo tudo. Tudo daquilo que não sei.

A emoção de avião. Ou de um ônibus lotado. Via de mão dupla. Rico ou pobre tem que saber aonde quer chegar.









atanazio mario fernandes Lameira
Enviado por atanazio mario fernandes Lameira em 31/01/2006
Reeditado em 01/02/2006
Código do texto: T106621
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Sobre o autor
atanazio mario fernandes Lameira
Laguna - Santa Catarina - Brasil
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atanazio mario fernandes Lameira