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Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento.
 

Minha força está na solidão. Não tenho medo nem de chuvas tempestivas nem de grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite.
 

Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome.



Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido. Eu não: quero uma verdade inventada.
 

E se me achar esquisita, respeite também.
Até eu fui obrigada a me respeitar.


Passei a vida tentando corrigir os erros que cometi na minha ânsia de acertar.
 
Porque eu fazia do amor um cálculo matemático errado: pensava que, somando as compreensões, eu amava. Não sabia que, somando as incompreensões é que se ama verdadeiramente. Porque eu, só por ter tido carinho, pensei que amar é fácil.


Não
tenho
tempo
pra
mais
nada,
ser
feliz

me
consome
muito...





Clarice Lispector
Enviado por Carinhosa em 18/06/2006
Reeditado em 25/04/2013
Código do texto: T177985
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre a autora
Carinhosa
Curitiba - Paraná - Brasil
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