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USANDO A VÍRGULA

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Regras Práticas

 

Emprega-se a Vírgula:

Para separar as orações que interrompem o discurso direto:

   Vem cá, Eugênia, disse ela, cumprimenta o Doutor Brás Cubas, [...]. (M. de Assis)

► Havendo ponto de interrogação ou de exclamação, muitos autores, dispensam a vírgula: Travessa? Disse eu. Pois já não está em idade própria, ao que parece. (M. de Assis)

► Modernamente, prefere-se o travessão para isolar essas orações esclarecedoras das intervenções dos interlocutores, nos diálogos, antes dos verbos: dizer, perguntar, responder, exclamar e tantos outros (conhecidos como verbos dicendis): Amémmurmurou Tibério automaticamente.

Para separar palavras e expressões de natureza, explicativa, continuativa, conclusiva, retificativa, ou enfáticas de um modo geral. Eis uma lista das mais usadas: além disso – aliás – a saber – assim – bem – com efeito – como dizer - demais – depois – enfim – então – isto é – não – no mais – ora – ou melhor – ou seja – ou antes - igualmente – pensando bem – pois bem - pois sim – por assim dizer – por exemplo – realmente – sim – em suma – note-se bem – finalmente – em verdade – demais, etc.

Use a vírgula antes e depois dessas palavras e expressões, sempre que elas estiverem intercaladas na frase:

   Ele não pode vir, ou melhor, não quis vir.

   Em suma, baile chinfrim. (p.38)

   Diga, então, o que quer.

   A compra do material, a meu ver, é indispensável.

Para separar frases iniciadas pelas expressões e [sim] e [não]:

   Sim, senhor, é o que todos esperavam.

   Não, ninguém o demove dessa decisão.

   Sim, é o que quero. / Não, nunca pedi isso.

   Sim, um dia hei de morrer. (M. Assis)

Para separar orações coordenadas assindéticas e sindéticas. Este é um assunto que achei melhor tratar a parte, devido sua extensão. Está neste link: A Vírgula entre as Orações Coordenadas.

Para separar os elementos paralelos ou distintivos de um provérbio. Somente nesse caso a vírgula é essencial porque separa duas frases paralelas, cada uma com sujeito, verbo e complemento próprios:

   Quem tudo quer, tudo perde.

   Quem dorme com criança, acorda molhado.

   Mocidade ociosa, velhice vergonhosa.

   Casa de ferreiro, espeto de pau.

Para separar os nomes de lugar, nas datas:

   São Paulo, 25 de fevereiro de 2006.

Para separar termos que desejamos realçar:

   O dinheiro, Jaime o trazia escondido nas mangas do paletó.

 Para separar palavras da mesma classe:

   A casa tem três quartos, dois banheiros e três salas.

   No sistema solar existem planetas, satélites e asteróides.

Para separar todas as palavras repetidas:

   Mulheres, mulheres, mulheres, quantas mulheres!

Para indicar a omissão de verbos facilmente verificados:

   Carmem ficou alegre; eu, (fiquei) muito triste.

   Eu trabalho com fatos; você, (trabalha) com boatos.

Para separar ou isolar o aposto:

   Brasília, Capital da República, foi fundada em 1960.

   Iracema, a virgem dos lábios de mel, tinha os cabelos negros.

Para isolar o vocativo: Filho meu, onde estás? / E agora, José?

Para separar orações adjetivas explicativas

   Brasília, onde há pouca umidade, foi fundada em 1960. ®Sérgio.

Tópicos Relacionados: (clique no link)

A Vírgula Depois do Sujeito.  

A Vírgula Entre Orações Coordenadas.

A Vírgula – Conceitos Básicos.

A Ambiguidade na Escrita Contínua.

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Para maiores informações a respeito do assunto ver: CEGALLA, Domingos Paschoal. Novíssima Gramática da Língua Portuguesa. Ed.

Se você encontrar erros (inclusive de português), por favor, me informe.

Agradeço a leitura do texto e, antecipadamente, qualquer comentário. Volte Sempre!

Ricardo Sérgio
Enviado por Ricardo Sérgio em 18/02/2006
Reeditado em 21/09/2012
Código do texto: T113599
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Ricardo Sérgio
Campo Grande - Mato Grosso do Sul - Brasil, 69 anos
1281 textos (21152975 leituras)
7 e-livros (8544 leituras)
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Ricardo Sérgio