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FUNÇÕES DA LINGUAGEM  

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As funções da linguagem se organizam em torno de um emissor, que envia uma mensagem a um receptor (quem recebe), usando um determinado código (língua portuguesa), que flui através de um canal (condutor da mensagem:TV, rádio, jornal, revista, livro,...).

Portanto, no uso da linguagem, você permanentemente escolhe não apenas palavras que formarão a mensagem, mas a própria estrutura dessa mensagem.

De acordo com o objetivo que o emissor tem em mente, ele irá utilizar a linguagem para que ela exerça:

1 - A Função Expressiva ou Emotiva

Quando o comunicador tem o objetivo de impressionar o destinatário (receptor), causar-lhe emoção, sensibilizá-lo, expressando seus desejos, sentimentos, atitudes e vontades, dizemos que a linguagem está sendo usada com a função predominantemente expressiva ou emotiva. Nesta função prevalece a primeira pessoa do singular, as interjeições e as exclamações. É a linguagem das biografias, memórias, poesias líricas e cartas de amor:

"Sentia um medo horrível e ao mesmo tempo desejava que um grito me anunciasse qualquer acontecimento extraordinário. Aquele silêncio, aqueles rumores comuns me espantavam. [...]" (Graciliano Ramos)

Que vento! Que frio!

2 - A Função Referencial ou Denotativa

Quando o objeto da mensagem é a situação nela abordada (referente), ou seja, a intenção do emissor é transmitir informações sobre o referente, dizemos que a linguagem exercendo uma função referencial. Os textos científicos, jornalísticos, didáticos e outros de cunho apenas informativo são exemplos dessa função:

A Federação Paulista de Vôlei já definiu sãs datas das semifinais do Campeonato Paulista de Vôlei Masculino. [...]

A Universidade do Rio de Janeiro constatou que os jovens que tomam café todos os dias apresentam menor incidência de depressão e incidência química. [...]

3 - A Função Apelativa ou Conativa

Quando o emissor busca influenciar os atos, as emoções, crenças e atitudes do destinatário (receptor), dizemos que a linguagem tem uma função apelativa. Nesse caso, é comum o uso de você, vocês (tu, vós), ou o substantivo próprio, além de vocativos e imperativos. É a função usada nos discursos, sermões e, principalmente, nos textos publicitários, cuja finalidade é envolver o leitor e influenciar seu comportamento:

• Beba Coca Cola!

• Você deveria ler o artigo que o Estadão trouxe sobre drogas.

• Toma jeito, menina!

4 - A Função Fática, de Contato ou Informacional

Quando o comunicador tem o objetivo de pedir uma informação, estabelecer, manter, prolongar ou encerrar um contato, ou ainda, testar se o receptor está entendendo o emissor e vice-versa. Dizemos, então, que ele está usando a linguagem de maneira fática, informacional. Essa função adquirirá importância especial se os interlocutores não estiverem em contato visual um com o outro, como numa conversa ao telefone. De maneira que esta é a linguagem das falas telefônicas, das saudações e outras similares:

— Quem?

— Eu, rapaz! Não esta conhecendo minha voz?

— Fale mais alto sua voz está sumindo.

— Não eu estou por ai mesmo... Você que anda sumido.

5 - A Função Metalinguística

Quando nos servimos da linguagem para definir, explicar, analisar, criticar, traduzir termos e expressões da própria linguagem, dizemos que a função dessa linguagem é metalinguística. Usamos a linguagem para falar dela mesma. O dicionário é um arquivo de metalinguagem:

"Que será fortuito? Forte e gratuito? Também lembra furto!" (Drummond)

Chama-se predicado, tudo aquilo que não é sujeito.

6 - A Função Poética

Quando o emissor revela seu mundo subjetivo, há função expressiva da linguagem, mas se o objetivo é atrair o receptor pela valorização das palavras, pelas suas combinações, isto é, pela estética, pela beleza, há, acima de tudo, uma função poética, porque o emissor estruturou sua mensagem de uma forma toda especial. A função poética torna-se mais evidente quando o emissor utiliza-se de rimas, ritmos, metáforas e de outras linguagens figuradas.

As funções da linguagem, geralmente, mesclam-se em um texto; embora sempre acabe predominando uma delas, como neste caso.

 A função poética pode acontecer em obras literárias, letras de música e propagandas:

"O que é o riso? Pedi essa definição aos poetas e lês vos dirão que o riso, irmão gêmeo da lágrima, expressão da bondade e da maldade, veículo da piedade e do sarcasmo, da ironia inocente e da ironia perversa, é uma das duas faces da alma misteriosa que anima todos os seres e todas as coisas." (Olavo Bilac)

Contra

cabelos

oleosos,

use Liza.

7 - O Ruído

Designa-se por ruído tudo aquilo que afeta a transmissão de informação: voz excessivamente baixa, articulação deficiente, barulho ambiental, palavras cobertas pela tinta da impressão, erros ortográficos grosseiros ou uma escrita pouco legível. Portanto, o ruído pode ter origem em qualquer dos elementos da comunicação. ®Sérgio.

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 Algumas informações foram retiradas e adaptadas ao texto de: Cadore, Luís Agostinho; Curso Prático de Português; Ática, São Paulo, (s.d.).

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Agradeço a leitura e, antecipadamente, qualquer comentário.

Se você encontrar omissões e/ou erros (inclusive de português), relate-me.

Ricardo Sérgio
Enviado por Ricardo Sérgio em 10/07/2009
Reeditado em 03/10/2009
Código do texto: T1693090

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Sobre o autor
Ricardo Sérgio
Campo Grande - Mato Grosso do Sul - Brasil, 66 anos
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7 e-livros (5633 leituras)
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