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 ORAÇÕES COORDENADAS

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Estudos Gramaticais

Conjunções Coordenativas são aquelas que ligam dois termos (dentro da mesma oração) ou duas orações sintaticamente equivalentes, sendo que ambas as orações ligadas tem sentido completo e independente.

As orações coordenadas podem estar ligadas uma às outras por conjunção coordenativa ou não:

  O carro partiu, ganhou velocidade e sumiu.

Você deve ter observado que o período exemplo é formado por três orações, as quais do ponto de vista sintático são independentes, ou seja, nenhuma exerce função sintática em relação a outra, daí serem chamadas orações coordenadas. Observe-se também que, somente a última oração está ligada a penúltima por uma conjunção coordenativa.

Quando as orações coordenadas não são introduzidas por conjunções recebem o nome de orações coordenadas assindéticas:

  Cheguei, vi, venci.

  Raspou, achou, ganhou.

Observação: As assindéticas, por não virem introduzidas por conjunção devem ser sempre separadas por vírgula: Olhou as árvores, não viu as folhagens.

Quando introduzidas por uma das conjunções coordenativas recebem o nome de orações coordenadas sindéticas:

  Cheguei, vi e venci.

  O carro partiu, ganhou velocidade e sumiu.

As coordenadas sindéticas classificam-se, de acordo com a conjunção que as introduz, em:

Aditivas: ligam pensamentos similares ou equivalentes, exprimindo adição ou soma. São elas: e, nem (= e não), não só... mas também, como também, bem como, não só...mas também. As primeiras unem duas afirmações; as outras, negações:

  Saiu cedo / e voltou tarde.

  O médico não veio / nem me telefonou.

  Ela não só dirigiu a pesquisa / como também escreveu o relatório.

  Não só estudamos as lições / mas também fizemos as tarefas.

Observações:

Usamos a vírgula para separar as orações coordenadas (aditivas) negativas iniciadas pela conjunção [nem]: Ela não era bela, nem elegante, nem culta.

Não usamos as vírgulas para separar as orações coordenadas sindéticas aditivas, iniciadas pela conjunção [e], exceto nestes casos:

a) Quando a conjunção [e] vem, várias vezes, repetida, constituindo aquilo que, em figura de linguagem, chama-se polissíndeto: Trabalha, e teima, e lima, e sofre, e sua!

b) Quando as orações ligadas pela conjunção [e] tiverem os sujeitos diferentes: O menino não se mexeu, e Paulo desejou matá-lo.

  À noite não acabava, e às vezes a miséria se reproduzia.

c) Quando se deseja como recurso estilístico, realçar a oração iniciada pela conjunção [e], ocasião em que a pausa é mais forte:

  Deitara-se cedo, e sonhou.

  Em todo caso repugnava-lhe a ideia de recuar, e foi andando.

d) Havendo ênfase maior, costuma-se também usar o travessão, como se pode ver nestes exemplos:

  A teimosia recusava os conselhos – e estava ali.

Adversativas: ligam orações que contrastam entre si. São elas: mas, porém, contudo, todavia, entretanto, no entanto, não obstante.

  Sofri muito, porém espero uma recompensa.

  Saiu cedo, mas chegou atrasado.

  Estudava muito, contudo não tinha método.

Observações: Emprega-se [mas] sempre no "começo da oração"; as demais podem vir ora no início da oração, ora após um dos seus termos:

  Vá onde quiser, mas fique morando conosco.

  Vá onde quiser, porém fique morando conosco.

  Vá onde quiser, / fique, porém, morando conosco.

As conjunções [e], [antes], [agora], [quando] são adversativas quando equivalem a [mas]: Carlos fala, e (mas) não faz.

  O bom educador não proíbe, antes (mas) orienta.

  Sou muito bom; agora (mas), bobo não sou.

Alternativas: ligam orações que se excluem ou se alternam. As mais utilizadas são: ou, ou...ou, quer...quer, ora...ora, já...já:

  Façam mais gols, ou perderemos o jogo.

  O professor ora brinca, ora fala sério.

  Ou você estuda, ou você trabalha.

Conclusivas: ligam duas orações, sendo que a segunda encerra a dedução, a conclusão ou a consequência de um raciocínio. São elas: logo, pois, portanto, por conseguinte, por consequência, por isso, assim:

  Sônia estudou bastante, portanto fará uma boa prova.

  Não saiu cedo, logo chegou atrasado.

Observação: Pois (introduzindo uma conclusão) vem sempre posposto a um termo da oração a que pertence e, portanto, isolado por vírgulas:

  Não obedece à ordem, é, pois, um rebelde.

Explicativas: ligam duas orações, sendo que a segunda oração se apresenta explicando ou justificando a anterior. São elas: que, porque, pois (antes do verbo) , porquanto:

  Não demore, que o filme já vai começar.

  Sai cedo, pois o trânsito está intenso.

Observações: Pois (introduzindo uma explicação) vem, sempre, após a vírgula que introduz a oração: O exame era difícil, pois não havíamos estudado.

Como reconhecer o [porque] explicativo? Toda vez que você puder substituí-lo pela palavra [que] ele será explicativo:

  Não faça isso, (que) porque estamos aqui para ouvi-lo.

  Não corra, porque (que) você pode cair.

Senão é conjunção adversativa quando equivale a [mas sim].

Conseguimos vencer não por protecionismo, senão por capacidade.

Para ter acesso aos Exercícios clique AQUI! ®Sérgio.

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Para saber mais sobre o assunto ver: Cegalla, Domingos Paschoal, Novíssima Gramática da Língua Portuguesa; Editora Nacional, 2005. / Savioli, Francisco Platão. Gramática em 44 lições. Ed. Ática, São Paulo, 1993.

Se você encontrar omissões e/ou erros (inclusive de português), relate-me.

Agradeço a leitura e, antecipadamente, qualquer comentário. Volte Sempre!

Ricardo Sérgio
Enviado por Ricardo Sérgio em 27/03/2012
Reeditado em 06/09/2013
Código do texto: T3579876
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Ricardo Sérgio
Campo Grande - Mato Grosso do Sul - Brasil, 66 anos
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