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"Poeta" ...a utilização deste termo como SUBSTANTIVO UNIFORME não foi APENAS UM RECURSO POÉTICO PARA FORMAR RIMA?

                                 

                                  O título nos parece apelativo e talvez o
seja. È que a intenção da assertiva acima é mesmo INSTIGAR esses - como nós - inúmeros curiosos e interessados pelos mistérios e comple-xidade de nossa língua-mãe.

                                  Amigos leitores, fugindo um pouco do nosso PADRÃO INFORMATIVO nesta nossa "coluna diária" (mesmo sujeito - é óbvio - a discordâncias, que respeitaremos sempre) hoje, temos por objetivo, com o título acima, FAZER ALGUMAS REFLEXÕES que possam nos conduzir a uma resposta satisfatória que justifique  a mudança, de pouco tempo para cá, ocorrida na palavra POETA - tendo como pre
-cursora a nossa saudosa Cecília Meireles - palavra essa que, antes,
era um SUBSTANTIVO BIFORME ("POETA" era - ou é - a forma mascu- lina e "POETISA", a forma feminina).

                                 E, por se tratar de reflexões, estão elas su-
jeitas também a discordâncias - estejam à vontade para fazê-las - com relação às "conclusões" obtidas em nossas conjecturas grama-
ticais a respeito deste assunto (e essas nossas conjecturas podem
não ter um respaldo gramatical consistente - esperamos que o contrário ocorra!)
                       
                                Então, aqui está a nossa linha de raciocínio:

                                 Alguns gramáticos e/ou estudiosos da Litera-
tura brasileira declaram que "Cecília Meireles teria usado POETA como
um SUBSTANTIVO UNIFORME DO TIPO "SOBRECOMUM" - aquele  que,
a exemplo de palavras como "criança" e "monstro", ainda que precedi-
das ou do artigo "o" ou "a", são usadas para indicar o masculino      ou
o feminino - COM O INTUITO DE EXPRESSAR QUE A POESIA NÃO  TEM
GÊNERO (ou sexo). É universal".

                                 Até pode ter sido essa (PARCIALMENTE)   uma
das intenções. PARA NÓS, entretanto, A VERDADEIRA FINALIDADE  DA
UNIFORMIZAÇÃO DE GÊNERO PARA ESSA PALAVRA TERIA SIDO A PRE-
OCUPAÇÃO EM  FORMAR UMA RIMA PERFEITA COM A PALAVRA "COM-
PLETA", neste trecho de um dos seus mais conhecidos poemas :

                    "Eu canto porque o instante existe
                     e a minha vida está complETA (observe o maiúsculo
                                                               nesta palavra)
                     Não sou alegre nem sou triste,
                     Sou poETA" (também observe o maiúsculo nesta pala-
                                                               vra).

                                  E aí nós nos permitimos perguntar ao amigo
leitor : QUAL TERÁ SIDO A VERDADEIRA FINALIDADE DE NOSSA POETISA MAIOR ?

                                  (Para nós, A ÚNICA palavra portuguesa MAS-
CULINA que poderíamos dizer que, ás vezes, pode indicar os dois gêne-
ros - masculino e feminino - é a palavra...H O M E M).

                                  Veja se esta frase não o confirma :

                                  "o HOMEM é mortal".

                                  Nesta frase - batidísssima! - a palavra HO-
MEM tanto pode se aplicar ao gênero/sexo masculino como ao gêne-
ro/sexo feminino (tanto é mortal o homem como mortal é a mulher).

                                   À análise (e, se possível, com comentários)
dos amigos leitores...
pedralis
Enviado por pedralis em 15/11/2007
Código do texto: T738275
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
pedralis
Salvador - Bahia - Brasil
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