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DIA INTERNACIONAL DO HOMEM - II


Nadir Silveira Dias


E noutro enfoque, para que, se a mulher é que constitui a maioria? Por que criar, a partir dela - maioria - a própria desigualdade?

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Para que, se ela é a primeira a cobrar igualdade de direitos entre homens e mulheres?

Sim, porque não pode haver igualdade de direitos quando a mulher tem um dia instituído para ser homenageada pelo homem e o homem não tem um dia para ser homenageado pela mulher.

E isso enquanto o homem comum e usual de todos os dias não faz outra coisa senão sempre homenagear as mulheres. É evidente que nesse tópico não podemos cogitar de exceções, pois estas também existem relativamente a mulheres que outra coisa não fazem senão perturbar e liquidar com a vida de um homem.

Claro que a mesma Conferência poderia ter instituído – para bem estabelecer a tão decantada igualdade de direitos entre homens e mulheres – o Dia Internacional do Homem, para que também a mulher pudesse prestar homenagens aos homens num tal dia que fosse instituído, exatamente para que guardasse coerência com a própria e adequada dignidade de lembrar, com a marca da repulsa, o tétrico e infausto acontecimento.

Sim, porque também não foram poucos os homens que morreram por causa das mulheres e pelas próprias mulheres, mães, avós, esposas, filhas, sobrinhas e afilhadas. E nunca deixarão de morrer por elas, pois a mulher para o homem é o seu início, o seu meio e o seu fim!

Ocorre que se confunde na atualidade um dia por outro dia (Aliás, como se confunde quase tudo, hoje em dia!).

O Dia Internacional da Mulher que é o dia que deveria lembrar a repulsa pelo arbítrio patronal, pela prepotência e arbítrio do poder econômico exercido pelo poder privado e pelo próprio poder estatal, contra os quais – homens e mulheres – devem lutar sempre, de todos os modos, irmanados -, confunde-se na atualidade com o dia de homenagear a mulher - por ser mulher. Um rematado absurdo!

De qualquer forma, a temática para mim é desenvolvida meramente para tentar entender a incoerência que se plasmou após a ativação do Dia Internacional da Mulher (Com essa mera conotação de homenageá-la!), pois eu as homenageio – E o faço com gosto! – todos os dias da minha vida.

E as únicas homenagens que tive foram as de ter sido nascido e criado pela minha genitora e pela minha mãe adotiva – Graças a Deus! - e homenageado pela filha no Dia dos Pais, o que já se constitui em outras situações típicas, não confundíveis com as homenagens das quais se trata, enquanto ser mulher – já com dia instituído – ou ser homem – sem qualquer dia instituído para ser homenageado, e apenas com o direito de homenagear a mulher (Coisa que a maioria já fazia ou sempre fez e faz!).

Para solver essa incoerência – Antes tarde do que nunca! – talvez já fosse hora de ser instituído – pela mulher! – o Dia Internacional do Homem!

Ou talvez melhor seria o Dia Mundial do Homem?

E transformar o Dia Internacional da Mulher em Dia Mundial da Mulher?

Ou ainda, não seria melhor transformar o Dia Internacional da Mulher em Dia Mundial da Humanidade?

Seja como for:

Você decide, mulher do Dia Internacional da Mulher e Mulher Amada e Admirada de Todos os Comuns e Santos Dias!


Escritor e Advogado – nadirsdias@yahoo.com.br
Nadir Silveira Dias
Enviado por Nadir Silveira Dias em 08/03/2006
Reeditado em 08/03/2006
Código do texto: T120448
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Nadir Silveira Dias
Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil
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