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NO JARDIM DAS ROSAS SECAS



Um homem, trajando um manto branco, caminhava pelo jardim procurando flores. Ali havia árvores altas e rasteiras, parecendo que as flores haviam sumido num passe de mágica.  Ele continuou caminhando, caminhando, até que no final do jardim encontrou uma roseira carregada de rosas, secas pela ação do forte sol de verão. Então ele exclamou:
- Que pena, eram tão lindas!
Estendeu a mão e tocou a roseira. Naquele instante, deu-se um milagre. A roseira reviveu. As flores ganharam vida, cor e perfume. O semblante do homem ganhou um sorriso divino, e ele, cuidadosamente, colheu as rosas formando com elas um magnífico buquê. Uma borboleta curiosa, pousada num arbusto nascido ao lado da roseira, perguntou-lhe:
- Quem és tu que fizeste renascer a roseira com um toque? Para quem darás tão maravilhoso ramalhete?
- Eu sou o filho de Maria e as flores são um presente para ela. – respondeu o homem.
- É o dia do aniversário dela? – insistiu a borboleta.
- Não. É o dia de reverenciar as mães, e é através da minha que eu abençôo todas as mães do mundo. – respondeu paciente.

22/04/06.
Maria Hilda de Jesus Alão
Enviado por Maria Hilda de Jesus Alão em 22/04/2006
Código do texto: T143607

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Sobre a autora
Maria Hilda de Jesus Alão
Santos - São Paulo - Brasil
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Maria Hilda de Jesus Alão