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AOS QUE NOS FIZERAM MÃES


                   
 O jeito que arrumou a sociedade capitali$ta, de con$umo, para homenagear as mães: no segundo domingo de maio essas criaturas são alçadas à condição de santas e reverenciadas em profanos altares, onde se depositam oferendas que vão do cartãozinho confeccionado na escola à televisão de plasma de trocentas polegadas, para assistir aos jogos da Copa do Mundo, em junho. E quem são os adoradores? Eles: OS FILHOS.

                    Pois eu sou contra! Sou mãe e sou contra. Ou sou contra porque sou mãe. No segundo domingo de maio, mais que nos outros dias, homenageio MINHAS FILHAS: elas que me proporcionaram a inenarrável felicidade de gestá-las, pari-las e educá-las. Elas que me fizeram mãe.

                    Maravilha sair do laboratório com o resultado do teste de gravidez na mão: POSITIVO. Nesse momento já se começa a perceber o diferencial: carregamos um rei na barriga (no meu caso, uma rainha). É uma vida dentro da outra. Uma vida pulsando, mexendo, chutando, se alimentando de nós. É fantástico! Privilégio de fêmea.

                    Todo esse estado de "suspensão da realidade", de "diferenciação do resto da humanidade" e de "indiferença às pequenas catástrofes rotineiras" é coroado pelo ritual do parto. O ato de parir é orgásmico (criei agora). Indescritível.

                    Já do lado de fora, ao primeiro contato físico, começa o fortalecimento e a perenização do vínculo: o estabelecimento da cumplicidade.

                    Por tudo isso e muito mais que eu não conseguiria expressar, dedico um caminhão de afeto aos FILHOS. Em especial às MINHAS FILHAS: Anna Carolina e Annaclara Clareanna.

                    Tem um poema que retrata a importância dos filhos na minha vida. Há alguns anos atrás, num dia das mães, montei-o de forma concreta em três quadros que estão na parede do canto onde escrevo. Não posso trazer os quadros. Deixo os versos registrados na minha página:
www.rosanecoelho.prosaeverso.net  É só clicar, à esquerda da tela, em "Meu Diário" e partilhar a beleza de "Semente e Fruto", de Cora Coralina.

                    Meu carinho a filhos e mães. Todos, primitivamente, FILHOS.

Foto: Annaclara e Anna Carolina



                    
Rosane Coelho
Enviado por Rosane Coelho em 14/05/2006
Código do texto: T155868
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Sobre a autora
Rosane Coelho
Niterói - Rio de Janeiro - Brasil, 62 anos
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1 e-livros (108 leituras)
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Rosane Coelho