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Retrato falado da Mãe Mulher

Muitas Pessoas, se referem as suas mães com a reverencia dada  uma santa, cuja pureza, intocada a faz virgem aos olhos do criador, alguns mais incontidos, veneram suas mães como reencarnações da Virgem Maria. Hipocrisia, ignorância, falsidade, mistificação, bem eu não entendo porque agem desta forma, pois ao tentar sagrar o profano, simplesmente incorremos no mesmo erro de tentar tapar o sol com peneiras.
Bem eu quero falar de uma mãe em especial, mas antes eu vou falar da mulher que ela é. Sim essa mãe é uma mulher, como tantas outras, sentiu paixão, sentiu tesão, sentiu a vida, deixou aflorar em seu seio a esperança da felicidade, uma mulher romântica, sonhadora, que soube que os caminhos para o amor nos reservam dores que se escondem como os espinhos que protegem as flores mais belas,  mas nunca deixou de ir colher essas flores e cheirar o olor de seu perfume mesmo que seu coração fosse ferido por esses espinhos. Errou e sofreu como a maioria das mulheres, pagou penas altíssimas por seus erros, inclusive talvez a pena mais alta que possa ocorrer a uma mulher, ter seus atos julgados e condenados pelos próprios filhos, que por causa da maldita ignorância se esqueceram de ver a mãe que existia dentro da mulher e pelo ponto de vista oposto, viram antes a mulher que existia dentro da mãe.
E se esquecendo do amor imensurável que esta dedicou-lhes, os imensos sacrifícios que esta padeceu para ficar com eles ao seu lado, jamais perguntaram a si próprios, por que as lagrimas que ela deixava que vertessem de seus olhos tinham tanta dor, tanta amargura, se eles estavam ali junto dela? Jamais perguntaram a ela, o que lhe fazia falta em sua vida, o que realmente a realizaria como mulher, pois se como mãe ela estava realizada, no entender desses filhos tudo em sua vida havia se consumado. Sem perceber que esse ser cheio de amor se dividia em duas pessoas, mãe e mulher, que em momentos críticos de sua vida, onde teve a opção de ser uma mulher feliz longe dos filhos, optou em ser uma mãe ao lado deles, mesmo que isso a fizesse uma mulher com as marcas da tristeza em seu coração. Sei que estou chocando algumas pessoas ao escrever essas linhas, mas tento com isso trazer a reflexão sobre o tema e fazer uma homenagem não as Santas Mãezinhas que estão nos Céus e são veneradas todos os dias pelos filhinhos Anjinhos, mas sim as Verdadeiras Mães, mulheres de carne osso e coração que em alguns momentos de suas vidas abriram mão de sua felicidade para continuar presentes nas vidas de seus filhos, mesmo sabendo que algum dia mais tarde ainda seriam condenadas por pequenos deslizes em suas vidas como mulher, a estas sim eu me ajoelho e peço perdão em nome de todos os seus filhos ingratos.
Zoiudo
Enviado por Zoiudo em 22/05/2006
Reeditado em 22/05/2006
Código do texto: T160452
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Sobre o autor
Zoiudo
Niterói - Rio de Janeiro - Brasil, 60 anos
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