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LUÍS VAZ DE CAMÕES


Nadir Silveira Dias


Estou agora a lembrar de Luís Vaz de Camões (Lisboa ou Coimbra, 1517 ou cerca de 1524 – Lisboa, 10.06.1580), vulto maior da literatura da Renascença Portuguesa, que se salvou a nado de naufrágio no Mar da China, em frente ao Golfo de Tonquim, com o manuscrito de “Os Lusíadas”, já em adiantada fase na ocasião.

Exceto a sua maior obra lírica em epopéia clássica (1572) e pequenas peças em livros alheios, toda a sua produção foi postumamente publicada, entre ela, grande cópia de sonetos, canções, odes, elegias, éclogas, cartas e os três autos – “Anfitriões” (1587), “Filodemo” (1587), e “El-rei Seleuco” (1645), segundo bem se vê em Antônio Houaiss (Rio de Janeiro, RJ, 1915 – idem, 1999, in Pequeno Dicionário Enciclopédico Koogan Larousse, p. 1051, Larousse do Brasil, 1982, e Grande Enciclopédia Larousse Cultural, volume 5, p. 1089, Nova Cultural, 1999).

Para o 10 de junho, portanto, nada melhor do que homenagear o grande poeta clássico que antecipou o estilo barroco (vigente até em torno de 1760), evocando o cancioneiro português com uma de suas mais belas composições:

“UMA CASA PORTUGUESA

Numa casa portuguesa fica bem
pão e vinho sobre a mesa.
Quando à porta humildemente bate alguém,
senta-se à mesa co'a gente.
Fica bem essa franqueza, fica bem,
que o povo nunca a desmente.
A alegria da pobreza
está nesta grande riqueza
de dar, e ficar contente.

Quatro paredes caiadas,
um cheirinho á alecrim,
um cacho de uvas doiradas,
duas rosas num jardim,
um São José de azulejos
sob um sol de primavera,
uma promessa de beijos
dois braços à minha espera...
É uma casa portuguesa, com certeza!
É, com certeza, uma casa portuguesa!

No conforto pobrezinho do meu lar,
há fartura de carinho.
A cortina da janela e o luar,
mais o sol que gosta dela...
Basta pouco, poucochinho p'ra alegrar
uma existéncia singela...
É só amor, pão e vinho
e um caldo verde, verdinho
a fumegar na tijela.

Quatro paredes caiadas,
um cheirinho á alecrim,
um cacho de uvas doiradas,
duas rosas num jardim,
um São José de azulejos
sob um sol de primavera,
uma promessa de beijos
dois braços à minha espera...
É uma casa portuguesa, com certeza!
É, com certeza, uma casa portuguesa!”

“Uma Casa Portuguesa” é de autoria, letra e música, de A. Fonseca, R. Fonseca e V. Matos, e (uma das que mais gosto) interpretação de Adelia Pedrosa (in Lp Portugal com Amor, 40 sucessos inesquecíveis, Grupo Verde Vinho & Convidados: Terezinha Alves, Adelia Pedrosa, Maria de Lourdes, Sebastião Manuel com Manuel Marques à guitarra portuguesa – Estéreo p 1978 - 404.7117, gravado em 16 Canais nos Estúdios Sigla em Novembro de 1978).

Calhando a propósito, a capital do Rio Grande do Sul conta com a Casa de Portugal, situada na Rua João Pessoa, 579, Bairro Cidade Baixa, telefones: (051) 3224.2824 - 3224.7822, bem em frente ao Parque Farroupilha.

A Casa foi fundada em 16.12.1934 com a objetiva intenção de manter as tradições portuguesas. Está localizada praticamente junto ao centro de Porto Alegre e a sua Sede Social oferece dois salões de festas com capacidade para 250 pessoas cada um e muito bem fornido restaurante típico português.

No saite (http://www.geocities.com/casa_de_portugal/index.htm) podem ser obtidos maiores detalhes.

Salve 10 de junho, Camões, vinho, Portugal, Madeira, Açores!!!


Escritor e Poeta – nadirsdias@yahoo.com.br
Nadir Silveira Dias
Enviado por Nadir Silveira Dias em 10/06/2006
Reeditado em 13/06/2006
Código do texto: T172625
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Sobre o autor
Nadir Silveira Dias
Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil
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