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Amor... o mais puro que já houve em Minha Vida

Para minha amada mãe:
Maria Ione Sales
Amor. O mais puro que já Houve em minha Vida

Hoje eu fiquei triste sem motivo nenhum, ou com todos talvez,
Escuto uma canção e a cada toque dela me dói, e como eu quero escutá-la...
Voltar no tempo, me encontrar e conversar... Com o silêncio desta separação dolorosa que eu não entendo
E a saudade de mim... e de te abraçar sempre me ocorre.
Quero que esteja recebendo o carinho de alguém que te ame muito, como eu.
Ah! Mais a gente precisava conversar...
Não posso mais conversar com o espelho... até este artifício não funciona mais,
Ele parou de me responder, e já tem tanto tempo.
Há tempos atrás eu entrei de repente, em um labirinto escuro (não no sentindo bom da palavra) e sofri mais do que deveria...
Afinal, eu não estava preparada, para tantos caminhos e direções...
Andava, e só via e sentia o vazio e o frio,
E naqueles corredores havia focos de luzes.
Que me esquentavam e me guiavam ou simplesmente me acompanhavam...
Em minhas decisões.
E naqueles momentos lembrava de uma força maior..
E eu me perguntava: Que dor é essa que sentes? Tão pequena comparada a dela?
E ela mesmo assim é forte, clara e você se abate e fica ofuscada por tabela,
Eu sofria pela dor dela e por minha falsa ilusão,
Mas ela estava lá... firme.
E eu me via sendo levantada (ou levantando sozinha? Não sei).
E as pequenas luzes sorriam e aos poucos, eu andando achei uma porta e feliz abri ela:
E vi um lindo jardim, com o horizonte sendo o mar, e falei:
-Eu saí, olha eu venci!Viu vocês me fizeram vencer,... Eu venci, se orgulha de mim!
Pensei que nunca mais teria que dizer adeus.
Por que a luz maior havia vencido sua dor também, sua batalha havia chegado ao fim,
E ela brilhava mais que tudo,
Todas as luzes que em acompanharam, que também viveram esta batalha comigo,
Estavam brilhando também, acho que estavam felizes por ela e por mim!
Então eu fui feliz! Sim eu era feliz!
Podia andar com todos meus grandes amores, amigos no jardim que eu encontrei dentro de mim, lá era sempre uma noite linda de luar!
De repente sem mais nem menos, umas nuvens surgem no céu,
E a Luz começou há flamejar um pouco. mais ainda brilhava,
E me recusei a encarar a situação.
Só que... ainda me lembro bem quatorze de janeiro a chuva desabou sobre minha cabeça,
E tive que ver a situação, pois não tinha outra alternativa...
E o que faria se tivesse?
Talvez no fundo eu finalmente houvesse desejado encarar,
Por que da outra vez eu apenas vi de lado,
E isso já havia me apagado,
Mas eu seria mais forte dessa vez.
Por ela. pois dessa vez ela mesma sabia que ia precisar disso,
Eu devia isso a ela.
Pois sempre, sempre. Sempre. Sempre esteve ao meu lado,
Clareando o caminho que eu segui, às vezes errado.
Ela tudo suportava por mim, era Forte.
E essa escuridão, que a cercava, ela já havia lutado e muito, pensou que tinha vencido, porém ela voltou mais forte do que nunca.
E a luz chorou, na minha frente e me pediu para ser forte e nunca me deixar abater e apagar a pequena luz que havia em mim.
Então olhei de novo ao meu redor, e vi corredores e salas frias onde eu me encontrava ao lado dela e de outra luz irmã;
Outra que sofria, mas diferente de mim, era mais forte e lutamos juntos quatro longos meses, mais a cada dia que passava, não havia certeza de vitória.
A Luz apenas sofria, então por sua infinita força e coragem, a ela foi concedida à paz.
Ah! Mas como eu, tão pequena e egoísta sofri e sofro mesmo sabendo que aqui, ela estaria ainda sofrendo em vão.
E ando sozinha, é claro que luzes não me abandonarão (eu me abandonei), mas eu fiz (ou surgiu em mim) um labirinto, distante... Mais frio, eu tenho que procurar muito pela porta, e agora não existe o suporte maior, se que tenho que crescer que brilhar como ela queria, eu preciso dar a ela, esse orgulho (pelo menos esse...), e nessa estrada e curva aonde me encontro já dei tantos tombos.
E já sangrei tanto.
E o frio me domina, e a incapacidade de falar sobre isso.
Era como ocorria durante a batalha: “Eu pensava se eu não falar, ela vai sumir e vamos vencer”.
Mas agora não quero ser fraca (apesar de que isso já ser uma fraqueza) e não quero que todos me olhem ou se preocupem comigo, imaginando e falando... - Isso é natural.
Não quero que saibam da minha profunda tristeza, do meu egoísmo ou dos momentos de lucidez que tenho.
Finjo que consegui me erguer, talvez, as luzes que me acompanharam saibam que é mentira, afinal a minha luz é tão falsa.
É claro que há momentos que as nuvens deixam o sol brilhar, quando ao meu lado alguns amores estão...
Meus amigos, meu irmão (Luzes...) eles são meus únicos e grandes amores que me restaram... O que eu faria se eu os perdesse?
Talvez, eu não suportasse.
Eu não sou forte... Admito.
E sei que como da outra vez, cabe a mim, sair desse labirinto de dor, magoa e lágrimas que fiz dentro de mim;
Só que agora ele me parece tão grande, Tão alto, escuro e frio.
E eu tão pequena, que talvez vá demorar um pouco.
E por isso peço perdão a todos os que eu amo, por não estar ao lado deles.
E a você... mãe por lhe continuar dando preocupação,(é que ao seu lado eu era mais feliz)  mais o meu desejo maior é que agora não exista mais dor e você brilhe.
Amo-te!

De sua querida filha:
Vivian Sales de Oliveira
15/05/02
Vivian Drecco
Enviado por Vivian Drecco em 12/06/2006
Código do texto: T174355
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Sobre a autora
Vivian Drecco
Guarujá - São Paulo - Brasil, 32 anos
46 textos (2539 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 06/12/16 20:18)
Vivian Drecco