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Algum dia


Algum dia, sua vida recomeçará
Do modo sublime como ela terminou
Prendendo-me a insatisfações pude perceber
Que o amanhã um dia morrerá

Por minutos extensos, constantes
Tua presença em lembrança distorcida
Momento inevitável de conspiração
Mentira... verdade estarrecida

Supremo sonho contido em nenhum espaço
De tempo aveludado constituindo passado
Perco-me no esquecimento onde tudo é irreal
Ninguém a nos socorrer, nenhuma palavra a se dizer

Vontade de sentir, realizar e se perder
Numa chuva de inverno, com um medo eterno
Todavia sonho que só um segundo passou
E da minha vida desmentida a liberdade me tomou

Sinto saudade, e que falta fazes
Amanhece e tua lembrança não se esvai
Da minha mente e alma o que sobrou foram apenas gotas
Pequenas dimensões de perdida euforia
 
Onde o tempo tentou levar e apagar
Tudo aquilo à qual pertencemos
E dando-se por insatisfeito sem nada conseguir
Conformou-se com o fato de que nada me fará esquecer-te

Numa ilusão premeditada de encontro
E na decepção já esperada por tanto
Tempo que me faz sorrir ao lembrar, chorar ao perder
Sozinha fico a contemplar a dor

Prendendo-me a insatisfações pude perceber
Que o amanhã nunca morrerá
Algum dia, sua vida recomeçará
Do modo sublime e repentino como ela terminou
(para Karlla)
Andréa Nogueira
Enviado por Andréa Nogueira em 23/06/2006
Código do texto: T180663
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Sobre a autora
Andréa Nogueira
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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Andréa Nogueira