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Minha adorada mãezinha

A noite tem deixado sinais que tem chorado demais
a minh’alma coalhada de buracos largos de saudade!
Pode esta noite ocultar os rancores guardados atrás
de todo o tempo, enquanto a humanidade me invade,

pode inexoravelmente encobrir os vãos com as flores
chovendo amores, o meu pranto contudo é eloqüente,
recusa-se a marchar em nome da saudade contundente,
que em crescimento galopante anseia abrirem nos ares

túneis secretos e sigilosos de intimidade desta filha,
qu’a mãe perdeu no chão mas ganhou o céu uma estrela,
a mais linda e meiga que se unge a do papai que trilha,
exuberante agora, após tanta espera em tornar a tê-la!

Se lágrimas são minha prece de gratidão pelo que sou,
as cicatrizes perpétuas do amor cultivarei eternamente,
dentro de minh’alma alma mãe e pai,ninguém escapou
porque os sinto presentes entre a chama e meu sangue!

Oh minha adorada mãezinha, repousa no colo divino,
agora um novo lar que continuará tecendo teu destino,
enquanto eu aqui vivendo recorações d’amor sem fim
me preparo aos olhos de Deus, ainda  chorando assim!

Santos-SP-23/06/2006
Inês Marucci
Enviado por Inês Marucci em 23/06/2006
Código do texto: T180804
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Sobre a autora
Inês Marucci
Santos - São Paulo - Brasil, 54 anos
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Inês Marucci