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           Delasnieve Daspet

        
                               Imagem pesquisada na internet.

( Re ) Encontro
(Delasnieve Daspet)


Sabe
Te encontrar era tudo o que eu queria...
Anos - passei sonhando com este momento!
Venha!
Sentemos naquela mesa.
Vamos tomar um sorvete?

Deixa eu pensar.
Deixa eu ver como te contar
Como me apaixonei por ti...

Foi assim....
Um dia passastes por mim,
Numa rua qualquer,
Numa esquina qualquer,
E a partir desse dia sigo teus passos!

Agora,
Preciso aproveitar este átimo de coragem
Esta chance que surge,
E dizer: te amo!

Não,
Não te assustes!
Não sou maluca!
Não vá! Espera!
Vamos até o jardim,
Vamos nos sentar aqui...
Ouça: Te amo!

Fica!
Fica comigo!
Se for um erro,
Eu repetiria!
Sem ti
Nestes anos ouvi apenas
O vazio de meus passos! 

***


Exercício de Sedução
Delasnieve Daspet


Acusei a força do olhar...
Fitando-me o próprio Apolo...
Teriam os deuses descido do Olimpo?

Olhei de soslaio.
Que belo espécime.
Produto bem acabado.
Iso de qualidade,
não resta qualquer dúvida.

Já passava dos cinqüenta.
Bonito. Com atitude.
Bem vestido. Coisa rara. Perfeito.
Daqueles que olham a mulher com profundidade...

Estava sentado a mesa na minha frente.
Acompanhado, claro!
Eu já tinha terminado o almoço
mas ficara no recinto.

Sorvia o resto do vinho,
gota a gota. Bebia e olhava para ele.
Ele também olhava. Para mim.

Mordi de leve os lábios para fazer charme.
Coloquei a colher levemente na boca,
suavemente passei a língua pelos lábios...
Olhos semicerrados. Mas, olhando, olhando...
Ele acusou o golpe de sensualidade.

O vinho acabou.
A sobremesa também.
Tinha de ir.
Passei por ele deixando um rastro de sim...
Paguei a conta e sai.

Ele nunca saberá quem sou.
Eu nunca esquecerei dele.
Foi um exercício de sedução..
Reaprendendo... 

***

Na Cruz
Delasnieve Daspet


Em todos os lugares verás um cruz.
Ao invés de uma presença sagrada
nas casas, escolas, fóruns, repartições,
bolsas, nas igrejas, estradas,
a cruz, como enfeite, é usada.

A nossa cruz está no cotidiano:
cada vez se transmite menos ensinamentos;
cada vez o trânsito mata mais;
cada vez menos justiça;
cada vez mais violência,
fortes engolindo os fracos,
corrupção total e irrestrita...

Na casa, também, a cruz nada significa,
a menos se for um pedido urgente.
Fora isso é apenas mais um amuleto.

Mas existe uma cruz não visível,
presente no dia a dia,
em nossas experiências e pensamentos.

Por vezes é leve e não incomoda.
Noutras de tão pesada é insuportável,
provocando insatisfação, ansiedade e revolta.
Alguns buscam escapar esquecendo
que ela faz parte de nossa vida
e que precisa de respeito e fé.

Mesmo que a cruz seja pesada e dolorida
ela deve ser sempre um desafio,
não adianta esconder ou fugir.
Ao frágil será um peso,
uma derrota para quem não luta
e se esconde na desesperança.

Por um mundo solidário,
onde a paz e o respeito seja um bem comum,
um homem se imolou na cruz.

Por nós, ele não teve desanimo,
não olhou o preço do renascimento,
ou o sofrimento que lhe caberia...
Todos os momentos nos crucificamos
a prova do seu Amor! 


***


Folha não escrita!
(Delasnieve Daspet) 


Sonhos.
Encruzilhadas.
Ideais.
Libertação.
Recuso o repúdio do passado.
Já que fogueira fraca não clareia a noite.
Ainda contemplo a poesia.
As pessoas.
O verdor dos campos.
Busco melhorar.
Não se pode reviver o passado.
Mas ele viverá em nós.
Todo o ocorrido
Ficou registrado
e o enxergaremos pelas nesgas da vida...
Fragmentos de fatos,
cobertos pela nuvem do esquecimento!
Eu - continuo fruta madura
umedecida pelo orvalho da manhã!
Não tenho medo de mostrar-me,
Prefiro os rabiscos da vida
a permanecer como uma
folha branca, - não escrita.
Gostaria apenas de ser..
Já que o ser essencializa! 


***

... Cicatrizes Profundas...
Delasnieve Daspet


A noite inteira se estendia diante de mim.
Fitei a figura pálida do espelho
num longo e silencioso olhar.
Desnudei-me num piscar de olhos
queria capturar a borboleta no ar.

Deitei-me na penumbra do quarto,
nem acordada, nem dormindo,
e como num filme barato
o desenrolar da história assistindo.

Escamoteando as perdas
listei as prioridades.
Fiz uma conta de chegar,
queimando incensos à saudade!

..Cicatrizes profundas...
Não há quem não as tenha.
Proclamo em alto e bom som
As minhas, ainda em carne viva,
São chagas no coração. 


http://www.delasnievedaspet.com.br/poesias1.htm

Tenho uma grande admiração por esta "menina-poeta", que apesar dos títulos à ela concedidos,  é a mesma pessoa sempre, nestes trocentos mil anos de net... Ao comprar meu PC nos fins dos anos 90,  fui direto em busca de sites gratuítos  para publicar meus versos, escritos desde os remotos anos 70... assim, ingressei na Usina de Letras, site inicial desta virtualidade poética. De repente, na minha caixinha, um e-mail de convite para grupo: - Grupo de Poesia? O que é isto? - Eu recém chegada por aki, sem saber da importância de cada um, muito menos de Delasnieve Daspet e do Grupo Luna & Amigos... De repente vi aquele monte de mensagem chegando todos os dias e eu sem saber direito o que tava acontecendo...
Ganhei lindas formatações da Serena, outra celebridade da nossa internet e a gaúcha aqui sem agradecer devidamente o carinho recebido por todos.

Obrigada DD, pela amizade, nossa verdadeira amizade!!! Te amo de coração e só tenho o que te agradecer ..."
Angela Lara
Enviado por Angela Lara em 17/07/2006
Reeditado em 27/03/2012
Código do texto: T195670
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Angela Lara
Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil, 55 anos
1830 textos (247873 leituras)
53 e-livros (15731 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 05/12/16 02:39)
Angela Lara