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Seu nome era branquinha...

No meio do lixo foi encontrada
Ainda com o cordão umbilical
Havia acabado de nascer
E no fogo foi atirada

Ouvi seus miados
como um grito de socorro
Quase imperceptíveis,
vindo de dentro de um saco

Resgatei aquele minúsculo ser
Indefesa, quase sem vida
Que maneira triste
De conhecer esse mundo

As mãos que fizeram aquela maldade
Desejava sua morte com certeza
E nem ao menos lhe deu a chance
De tentar sobreviver

Mas o destino guiou meus passos
E por ali passei..
Ouvi, e revirei aquela imundície
E do meio das cinzas a levei

Sua boca era tão minúscula
Que só com uma conta gotas
E um leitinho bem morninho
Conseguia alimentá-la

Foi um trabalho árduo
Reviver aquele ser
Depois de muita luta
Finalmente, conseguimos vencer

Ela cresceu, linda e forte
E grande companheira foi
Trazendo muita alegria
Para a casa que viveu

Por incrível que possa parecer
No dia do meu aniversário
Presenteou-me com dois filhotinhos
Foi a melhor recompensa que recebi

Viveu comigo dezesseis anos
Seus olhos falavam comigo
E só eu conseguia entender
Do seu jeito sabia agradecer

Até na hora da morte
Foi grata e leal
arrastando-se com seu câncer
Despediu-se e partiu...

Que saudade sinto
Da minha gatinha
Valente,
Sobrevivente.

E certamente está
Se existir,
No paraíso dos animais
Com o amor que levou...

Maria Eugenia.





camomila
Enviado por camomila em 21/07/2006
Reeditado em 31/07/2006
Código do texto: T198491
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
camomila
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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